Ministro admite falta de data para Plano Safra 26/27
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (26) que ainda não há uma data definida para o anúncio do Plano Safra 2026/27. E

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (26) que ainda não há uma data definida para o anúncio do Plano Safra 2026/27. Ele espera ter clareza sobre os valores até meados do próximo mês.
A declaração contradiz o que foi dito por ele em 4 de maio, durante reunião com líderes do setor na Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo. Na ocasião, o ministro disse que a previsão era de que o anúncio fosse feito no início de junho.
"Estamos alinhando questões que precisam envolver não apenas o Mapa, mas vários ministérios de forma transversal, juntamente com o Congresso Nacional", explicou.
Segundo de Paula, o governo espera aumentar os recursos em relação ao Plano Safra anterior, que foi de R$ 516 bilhões, divididos entre agricultura familiar e empresarial. "Nosso desafio é o de construir a menor taxa de juros possível para que caiba no bolso do produtor rural", destacou.
O ministro acrescentou que, nas conversas com outras pastas e comissões do Congresso, o Mapa tem reforçado a importância do valor do próximo plano, da questão do seguro e dos juros. "Queremos um Plano Safra à altura das expectativas e das dificuldades encontradas no campo."
Em 2025, o Plano Safra foi divulgado em 1º de julho, data limite para o início da vigência. O setor agropecuário espera um montante de pelo menos R$ 623 bilhões para o próximo programa, conforme documento entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao governo em maio.
Setor pede R$ 623 bilhões
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou ao governo, em maio, um documento solicitando R$ 623 bilhões para o próximo Plano Safra. O valor representa um aumento em relação aos R$ 516 bilhões do programa anterior. A expectativa do setor é de que os recursos sejam suficientes para atender às necessidades dos produtores rurais, que enfrentam dificuldades no campo. O governo ainda não confirmou se atenderá ao pedido, mas o ministro André de Paula disse estar otimista quanto à superação dos valores anteriores.


