Soja: preços avançam, mas compradores e vendedores distantes
O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios no físico nesta terça-feira (25), apesar da melhora nas indicações de preços. Segundo o analista da Safra

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios no físico nesta terça-feira (25), apesar da melhora nas indicações de preços. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os vendedores seguram as ofertas, o que amplia a diferença em relação aos compradores.
Nos portos, a atenção se volta para a janela de setembro e outubro, já que agosto está praticamente sem espaço e a maior parte das ofertas tem pagamento alongado. "A estrutura segue de preços firmes, mas com forte disparidade entre os players", avalia Silveira.
Na Bolsa de Chicago, a sessão foi volátil, mas houve retomada do movimento comprador diante da piora nas condições das lavouras norte-americanas e das expectativas de demanda aquecida. Os prêmios seguem firmes.
Segundo Silveira, a disponibilidade de soja permanece reduzida, enquanto os portos já alcançam 100 milhões de toneladas em compromissos totais de exportação.
No mercado físico, as cotações avançaram em importantes praças produtoras brasileiras:
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,50 para R$ 147,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
Cascavel (PR): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
Dourados (MS): manteve em R$ 135,00
Rio Verde (GO): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 154,50 para R$ 155,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta consistente na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. Após um início pressionado, o mercado respondeu a fatores fundamentais e se recuperou. A boa demanda chinesa e a piora nas condições das lavouras americanas sustentaram as cotações.
Em relação às compras chinesas, alguns participantes do setor levantaram preocupações de que as novas sanções dos Estados Unidos contra os parceiros comerciais do Irã possam afetar empresas chinesas e provocar retaliação.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 13.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
As condições das lavouras de soja nos Estados Unidos pioraram na última semana. Segundo o USDA, até 23 de agosto, 60% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 61% na semana anterior.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,37 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,52 1/4 por bushel, com elevação de 14,00 centavos de dólar ou 1,13%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 329,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,78 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavos ou 0,69%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,1399 para venda e a R$ 5,1379 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1384 e a máxima de R$ 5,1656.


