Câmara setorial debate dívidas e manejo da soja em Londrina
A 71ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ocorreu na terça-feira (4), em Londrina (PR). O enco

A 71ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ocorreu na terça-feira (4), em Londrina (PR). O encontro discutiu temas como projeções para a safra, endividamento dos produtores, manejo da ferrugem-asiática, vazio sanitário, calendário de semeadura, atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e exigências fitossanitárias para a exportação de soja à China.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou com o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Endrigo Dalcin, e a assessora técnica Jerussa Rech. Foram debatidos os entraves relacionados à Medida Provisória nº 1.376/2026, que trata da renegociação de dívidas rurais. Dalcin afirmou que produtores relatam dificuldades para acessar as medidas previstas na legislação.
Também houve preocupação com a repetição dos recordes projetados para a safra 2025/2026 nos próximos ciclos, devido à dificuldade de acesso ao crédito, aos custos de produção elevados e à possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nesta temporada.
Representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentaram dados do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026, divulgado em 14 de julho. A estatal projeta produção recorde de 360,1 milhões de toneladas de grãos no ciclo, volume 2,2% superior ao da safra anterior. A apresentação também destacou a produção de sorgo estimada em 7,6 milhões de toneladas em 2026, além de informações sobre os estoques finais das principais culturas.
O pesquisador Maurício Meier, da Embrapa Soja, apresentou estudos sobre calendário de semeadura, vazio sanitário e atualizações do Zarc. Entre as mudanças em avaliação para a próxima safra está a possibilidade de antecipar o início da semeadura da soja em Mato Grosso do Sul para 1º de setembro. A proposta considera o desempenho de novos cultivares, que podem permitir o plantio antecipado sem comprometer o manejo fitossanitário.
As discussões da câmara setorial reuniram produção, crédito, sanidade vegetal e planejamento da próxima safra, com foco em medidas que afetam diretamente a organização da cadeia da soja no país.


