Soja: preços sobem no Brasil com demanda firme e portos aquecidos
O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quarta-feira, com negócios concentrados principalmente nos portos. Segundo o analista da Safras & Merc

O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quarta-feira, com negócios concentrados principalmente nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços ficaram firmes em várias regiões do país, com destaque para Goiás e Minas Gerais.
De acordo com Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, enquanto a Bolsa de Chicago e o dólar contribuíram para sustentar as cotações. A demanda interna permaneceu aquecida, favorecendo a realização de negócios.
Preços no Brasil
Em Passo Fundo (RS), o preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Santa Rosa (RS), foi de R$ 136,00 para R$ 137,00. Cascavel (PR) registrou alta de R$ 129,50 para R$ 131,00. Em Rondonópolis (MT), o valor passou de R$ 121,00 para R$ 122,00. Dourados (MS) subiu de R$ 120,50 para R$ 122,00. Rio Verde (GO) teve aumento de R$ 122,00 para R$ 125,00. Nos portos, Paranaguá (PR) subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00, e Rio Grande (RS) foi de R$ 141,00 para R$ 142,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago. Após as altas registradas nas últimas sessões, o mercado passou por um movimento de realização de lucros. A melhora das previsões climáticas para os Estados Unidos, com temperaturas menos elevadas nos próximos dias, levou fundos e especuladores a ajustarem suas posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para sexta-feira.
Ao longo de boa parte da sessão, as cotações chegaram a operar em alta, acompanhando a valorização do petróleo e refletindo o aumento da demanda chinesa pela soja norte-americana. A China adquiriu pelo menos mais cinco cargas de soja dos Estados Unidos entre terça e quarta-feira. A estatal COFCO comprou os volumes para embarque entre setembro e outubro, pagando prêmio entre US$ 2,70 e US$ 2,80 por bushel sobre os contratos futuros de novembro negociados em Chicago.
Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao USDA a venda de 472 mil toneladas de soja para a China. Do total, 136 mil toneladas serão embarcadas na safra 2025/26 e 336 mil toneladas na temporada 2026/27.
O mercado aguarda o relatório mensal do USDA, que será divulgado na sexta-feira. A expectativa é de aumento nas estimativas para a safra e os estoques finais norte-americanos da temporada 2026/27. Analistas projetam que a produção dos Estados Unidos alcance 4,457 bilhões de bushels, acima dos 4,435 bilhões estimados em junho. Os estoques finais da safra 2026/27 devem subir de 310 milhões para 324 milhões de bushels.
No cenário global, a expectativa é de que o USDA eleve os estoques mundiais finais de soja de 124,9 milhões para 125,2 milhões de toneladas em 2026/27. Para a safra 2025/26, a projeção é de aumento de 125,5 milhões para 125,7 milhões de toneladas. Para o Brasil, o mercado espera que o USDA aumente sua estimativa de produção de soja de 180 milhões para 180,3 milhões de toneladas na safra 2025/26. Já para a Argentina, a previsão é de elevação de 50 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
Controles futuros de soja
Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para agosto encerrou o dia cotado a US$ 11,93¼ por bushel, com queda de 0,04%. O vencimento novembro fechou a US$ 11,92¼ por bushel, baixa de 0,45%. Entre os derivados, o farelo de soja para agosto recuou 1,23%, para US$ 312,30 por tonelada, enquanto o óleo de soja avançou 3,29%, encerrando a 70,85 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1468 para venda e R$ 5,1448 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1363 e R$ 5,1838.


