Soja cara reduz margem da indústria em MT, diz Imea
A alta da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade das indústrias de processamento no estado. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economi

A alta da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade das indústrias de processamento no estado. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento caiu 20,52% em julho, na comparação com junho, puxada principalmente pelo aumento no custo de aquisição da matéria-prima.
Após meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano em Mato Grosso. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, uma alta de R$ 10,12 (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.
A valorização dos coprodutos não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.
O Imea aponta que a entressafra e a menor oferta de soja em Mato Grosso devem manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Se os preços do farelo e do óleo não acompanharem esse movimento, a margem das indústrias deve seguir pressionada nos próximos meses.
Mercado acompanha safra dos Estados Unidos
No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. As lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.
Apesar da piora nas condições das lavouras, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ainda estima produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.
Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.


