Soja: cotações caem no Brasil e em Chicago
O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (4), com negócios restritos às necessidades imediatas. Segundo o anali

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (4), com negócios restritos às necessidades imediatas. Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, as cotações recuaram no mercado físico acompanhando as perdas da Bolsa de Chicago.
Silveira destaca que o porto de Santos apresentou melhores ofertas, mas o mercado permaneceu lento de maneira geral. O dólar subiu levemente e os prêmios continuaram firmes, porém não foram suficientes para compensar as quedas em Chicago. “O produtor segue afastado do mercado, enquanto os compradores também reduziram o ímpeto nas aquisições”, resume o analista.
Preços da saca de soja hoje
Em Passo Fundo (RS), a saca recuou de R$ 140 para R$ 138. Em Santa Rosa (RS), passou de R$ 141 para R$ 139. Cascavel (PR) viu as cotações caírem de R$ 133 para R$ 132. Em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 129 para R$ 127. Dourados (MS) teve alta, com a saca avançando de R$ 127 para R$ 128. Rio Verde (GO) registrou queda de R$ 128 para R$ 127. Paranaguá (PR) manteve a saca em R$ 144, enquanto Rio Grande (RS) teve recuo de R$ 146 para R$ 144.
Soja na Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de chuvas para o cinturão produtor dos Estados Unidos, beneficiando as lavouras, pesou sobre as cotações. A queda do petróleo completou o cenário baixista para os preços.
Os boletins indicam chuvas para os próximos dias, contribuindo para o desenvolvimento das lavouras americanas. Até o momento, as previsões são de clima ideal ao cultivo. Agosto é o mês decisivo para a consolidação do potencial produtivo da safra nos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 2 de agosto, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 28% em situação regular e 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 63%, 28% e 9%, respectivamente.
A queda do petróleo trouxe pressão adicional às cotações. Informações de que Irã e Estados Unidos teriam uma minuta do acordo para pôr fim ao conflito no Oriente Médio fizeram os contratos caírem acentuadamente pela segunda sessão consecutiva.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,32%, a US$ 11,58 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel, com retração de 14,75 centavos de dólar ou 1,23%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,88% a US$ 312,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,06 centavos de dólar, com perda de 0,73 centavo ou 1,06%.






