Presidente da Aprosoja GO alerta: “Vazio sanitário é para evitar ferrugem”
O vazio sanitário da soja está em vigor em Goiás e segue até 24 de setembro. Durante este período, é proibido manter plantas vivas de soja nas propriedades rura

O vazio sanitário da soja está em vigor em Goiás e segue até 24 de setembro. Durante este período, é proibido manter plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como objetivo interromper o ciclo do fungo que causa a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura.
Além de reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras, o vazio sanitário ajuda a retardar o aparecimento da doença nas lavouras da próxima temporada. Com isso, os produtores tendem a fazer menos aplicações de fungicidas, o que reduz os custos de produção e diminui o risco de o patógeno desenvolver resistência aos produtos usados no controle.
O presidente da Aprosoja Goiás, Clodoaldo Calegari, afirmou que a importância da medida vai além da fiscalização. "O vazio sanitário é fundamental porque atrasa a entrada do fungo nas lavouras, reduz a pressão para o surgimento de resistência aos fungicidas e diminui o número de aplicações necessárias. O resultado é uma lavoura mais saudável e maior produtividade", disse.
Calegari também fez um alerta para a safra 2025/2026. Segundo ele, as chuvas registradas de forma atípica durante o mês de junho em praticamente todo o estado de Goiás criaram condições favoráveis para a sobrevivência do fungo. Isso reforça a necessidade de cumprimento rigoroso do vazio sanitário por todos os produtores.
"O que isso pode provocar? Essas áreas podem apresentar um novo fluxo de plantas voluntárias de soja, que servem de hospedeiras para o fungo. Por isso, é preciso redobrar a atenção. Mais do que evitar multas, precisamos evitar que a patologia cause prejuízos expressivos na próxima safra. Essa é uma ferramenta essencial para o manejo da ferrugem asiática e deve ser respeitada e aplicada por todos", concluiu.


