Tetra Pak: tecnologia e eficiência para longa vida dos alimentos
O jornal A Crítica visitou a unidade da Tetra Pak em Monte Mor, no interior de São Paulo, para conhecer como a empresa conecta tecnologia, envase asséptico e mo

O jornal A Crítica visitou a unidade da Tetra Pak em Monte Mor, no interior de São Paulo, para conhecer como a empresa conecta tecnologia, envase asséptico e modernização industrial com produtividade, redução de perdas e menor consumo de recursos.
Em 2024, a indústria de embalagens no Brasil movimentou R$ 165,9 bilhões e manteve 273.967 empregos formais. O presidente da Tetra Pak Brasil, Tiago Cardoso, afirmou que o papel da empresa vai além da caixa que chega ao consumidor. "O relacionamento com o cliente e aquilo que a gente faz junto com ele vai muito além de uma simples caixa", disse.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor de alimentos e bebidas faturou R$ 1,277 trilhão em 2024, respondendo por 10,8% do PIB. O Brasil é o terceiro maior mercado do mundo para a Tetra Pak. A fábrica de Monte Mor, fundada em 1978, abriga a produção de embalagens, centro de inovação e estruturas de serviços.
A diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil, Ana Paula Forti, detalhou o fluxo de produção do leite. "O leite chega cru e refrigerado. Depois de passar por tratamento térmico, ele entra numa condição asséptica e segue para a máquina de envase sem voltar a ter contato com o ar", explicou. A embalagem conta com camadas de polietileno, papelão, alumínio e polímero em contato com o alimento.
Em novembro de 2025, a Tetra Pak informou que a fabricante brasileira Tial recuperou cerca de 70 mil litros de bebida por ano durante o envase com um novo conceito de pasteurização. A tecnologia reduziu em 64,6% o consumo de vapor e cortou em 50,3% o gasto anual de água na limpeza dos equipamentos.
Em abril de 2026, a empresa divulgou um estudo revisado pela Carbon Trust indicando que a modernização de linhas de laticínios pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 40% e 49%, além de gerar reduções em custos operacionais. Segundo a companhia, esses ganhos podem ser obtidos sem reconstrução completa da planta.


