Soja: preços baixos travam negócios no Brasil
O mercado brasileiro de soja teve pequenos ajustes negativos nesta terça-feira (21), mas sem mudanças nos fundamentos. Segundo o analista da Safras & Mercado, R

O mercado brasileiro de soja teve pequenos ajustes negativos nesta terça-feira (21), mas sem mudanças nos fundamentos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve uma perspectiva favorável para a safra norte-americana, mesmo com as ondas de calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos. A demanda segue dando sustentação às cotações.
No mercado físico, as cotações foram mistas, com algumas regiões registrando estabilidade e outras pequenas quedas nas indicações de compra. Os vendedores mantiveram pedidas elevadas, sustentados por um basis positivo no mercado interno. Silveira destaca que algumas praças continuam com ofertas firmes e, embora os portos apresentem boas oportunidades de comercialização, o volume de negócios segue limitado, já que os produtores continuam retendo a soja à espera de preços melhores.
Os preços da soja no Brasil apresentaram as seguintes variações: em Passo Fundo (RS), desceu de R$ 140,00 para R$ 139,00. Em Santa Rosa (RS), desceu de R$ 141,00 para R$ 140,00. Cascavel (PR) manteve em R$ 134,00. Rondonópolis (MT) desceu de R$ 127,00 para R$ 126,00. Dourados (MS) desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50. Rio Verde (GO) manteve em R$ 129,00. Paranaguá (PR) manteve em R$ 145,00. Rio Grande (RS) desceu de R$ 146,00 para R$ 145,00.
No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Após a valorização registrada nas últimas sessões, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, pressionado também pela melhora das condições das lavouras norte-americanas. De acordo com o USDA, 66% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam em condições boas a excelentes até 19 de julho, acima dos 65% registrados na semana anterior. As áreas regulares representavam 26%, contra 27% na semana anterior, enquanto 8% permaneciam entre ruins e muito ruins.
Os contratos da soja para agosto fecharam cotados a US$ 12,19½ por bushel, com queda de 5,50 centavos de dólar, ou 0,41%. O vencimento novembro encerrou a US$ 12,22¾ por bushel, com recuo de 3,50 centavos, ou 0,28%. Entre os derivados, o farelo de soja para agosto avançou US$ 3,20, ou 0,98%, para US$ 326,70 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto fechou a 74,30 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 0,50%.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,30%, cotado a R$ 5,0730 para venda e R$ 5,0710 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0664 e a máxima de R$ 5,0859. Nos próximos dias, o mercado continuará atento às previsões meteorológicas para avaliar se o clima seco e as temperaturas elevadas poderão comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana. Os agentes seguem monitorando possíveis sinais de aquecimento da demanda pela soja dos Estados Unidos, principalmente por parte da China.


