Soja brasileira: preços recuam com poucos negócios
O mercado brasileiro de soja teve uma sessão com poucas mudanças. Os preços ficaram entre estáveis e mais fracos, influenciados pela queda do dólar e pelas leve

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão com poucas mudanças. Os preços ficaram entre estáveis e mais fracos, influenciados pela queda do dólar e pelas leves perdas registradas na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, mas não foram suficientes para evitar o recuo das cotações. Silveira destacou que o dia foi marcado pela baixa participação dos agentes, sem registro de ofertas firmes no mercado.
Nos portos e regiões produtoras, os preços variaram pouco. Em Passo Fundo (RS) e Santa Rosa (RS), a saca manteve-se em R$ 140,00 e R$ 141,00, respectivamente. Em Cascavel (PR), o valor ficou em R$ 134,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00. Em Dourados (MS), a saca caiu de R$ 128,00 para R$ 127,50. Em Rio Verde (GO), o recuo foi de R$ 129,00 para R$ 128,00. Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os preços permaneceram em R$ 145,00 e R$ 146,00, respectivamente.
Mercado futuro e câmbio
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira, mas cederam às projeções climáticas para o cinturão produtor americano. As previsões indicam chuvas em bom volume, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. A demanda pela soja americana e os ganhos do trigo limitaram a pressão sobre os contratos. Exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132 mil toneladas de soja à China, para entrega na temporada 2026/27. As exportações líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2025/26 ficaram em 302,3 mil toneladas na semana encerrada em 23 de julho. Para a temporada 2026/27, foram mais 1,33 milhão de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 0,31%, a US$ 11,72 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,88 3/4 por bushel, com retração de 0,33%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de 0,12%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, com perda de 0,64%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,91%, sendo negociado a R$ 5,0619 para venda e a R$ 5,0599 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0614 e a máxima de R$ 5,1064.


