Soja: mercado lento e preços com pequenas oscilações
O mercado brasileiro de soja teve uma sessão lenta, sem novidades. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos na Bolsa de Chicago fo

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão lenta, sem novidades. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos na Bolsa de Chicago foram pequenos e não causaram alterações relevantes no mercado físico. O dólar também teve impacto limitado sobre as cotações.
Silveira destaca que as variações de preços foram nominais, entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca. O produtor permaneceu afastado das negociações, assim como os demais participantes. “As indústrias mostraram pouco apetite por compras, e nos portos não houve registro de volumes mais expressivos”, resume.
Preços da soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), o preço recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00. Em Santa Rosa (RS), caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00. Em Cascavel (PR), a saca passou de R$ 134,00 para R$ 131,00. Em Rondonópolis (MT), o valor subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00. Em Dourados (MS), houve recuo de R$ 127,50 para R$ 127,00. Em Rio Verde (GO), o preço ficou estável em R$ 128,00. Em Paranaguá (PR), a cotação caiu de R$ 145,00 para R$ 143,00. Em Rio Grande (RS), o valor passou de R$ 146,00 para R$ 145,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na sexta-feira (31) na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando as perdas da semana e reduzindo os ganhos mensais. A previsão de chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos pressionou os preços, mesmo com o anúncio de novas vendas do produto americano. Na semana, o contrato de novembro desvalorizou 5,3%. No mês de julho, no entanto, os contratos acumularam alta de 3,8%.
As precipitações neste período são benéficas para o desenvolvimento das lavouras. Agosto é um mês importante para definir o potencial produtivo da safra americana. Até agora, apesar das temperaturas elevadas, as indicações são positivas.
Exportadores privados dos EUA reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 252.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago em julho. O petróleo subiu com o aumento da tensão no Oriente Médio. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu. E boletins climáticos indicando tempo seco e altas temperaturas no cinturão produtor americano sustentaram os preços.
Contratos futuros de soja
Os contratos de soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,70 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,87 1/2 por bushel, com retração de 1,25 centavo de dólar, ou 0,10%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,60, ou 0,81%, a US$ 314,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 67,26 centavos de dólar, com perda de 0,96 centavo, ou 1,40%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,13%, negociado a R$ 5,0685 para venda e R$ 5,0665 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,0615 e a máxima de R$ 5,0875. Na semana, o dólar recuou 0,23%. Em julho, a perda acumulada foi de 1,83%.


