Chuva destrói experimento com tomates do IAC em Ribeirão Preto
Uma forte chuva, acompanhada de ventos e granizo, destruiu uma plantação de tomates utilizada em um experimento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em Rib

Uma forte chuva, acompanhada de ventos e granizo, destruiu uma plantação de tomates utilizada em um experimento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O temporal ocorreu há uma semana e causou a perda total do estudo, que estava em andamento desde o ano passado e faltava menos de um mês para a conclusão da etapa de campo.
De acordo com a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a pesquisa tinha como objetivo analisar as características genéticas das cultivares e renovar o banco de sementes do IAC. O pesquisador Roberto Blanco, responsável pelo estudo, afirmou que as plantas já estavam formadas e com frutos desenvolvidos quando o temporal atingiu a área experimental. A chuva veio acompanhada de ventos muito fortes e granizo, o que destruiu toda a plantação, incluindo a folhagem usada na análise genética.
O trabalho é feito em parceria com uma empresa japonesa de sementes, que financia o estudo. Na primeira etapa, no ano passado, foram utilizados 300 acessos para a produção de sementes, entre variedades selvagens e híbridas com maior resistência a pragas. Os materiais dessa fase inicial apresentaram resultados considerados promissores e geraram as sementes que foram plantadas na área atingida pela chuva. Segundo o pesquisador, os acessos mostraram resistência a dez doenças diferentes.
As sementes que sobraram da primeira fase estão guardadas em uma câmara fria. Como os prédios do IAC em Ribeirão Preto foram destelhados e ficaram sem energia, o material será transferido para a sede do instituto, em Campinas. A APqC também relatou danos parciais em outra estufa, onde ficavam o acervo e as sementes de pimentas. A entidade informou que, na área de pesquisa dedicada ao tomate, o pesquisador depende da contratação de terceiros para parte do manejo da área.
A destruição do experimento e os danos à infraestrutura do instituto ocorreram dias depois de a APqC alertar o governo paulista sobre a necessidade de planejamento e recursos para enfrentar eventos climáticos extremos.


