RS e SP unem forças contra greening na citricultura
Engenheiros agrônomos do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (DDV/Seapi) participaram, nesta semana, de um intercâm

Engenheiros agrônomos do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (DDV/Seapi) participaram, nesta semana, de um intercâmbio técnico com a Diretoria de Defesa Agropecuária de São Paulo. A agenda incluiu visitas ao Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a uma unidade exportadora de lima ácida tahiti, a um viveiro de mudas e à 51ª Expocitros, em Cordeirópolis.
Seis servidores que atuam em Santiago, Erechim, Getúlio Vargas, Bento Gonçalves e Porto Alegre integraram a missão técnica. Na segunda-feira (25), o grupo visitou o Fundecitrus para conhecer o panorama da citricultura paulista e as ações de enfrentamento ao Huanglongbing (HLB), também chamado de greening, além do manejo da Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria associada à doença.
Segundo a fiscal estadual agropecuária e engenheira agrônoma Danielle da Rosa, a agenda teve foco em estrutura, estudos e programas ligados ao controle fitossanitário. Na terça-feira (26), os técnicos estiveram em uma unidade de consolidação da BeFruit, em Santa Adélia, onde acompanharam processos de exportação de lima ácida tahiti e exigências fitossanitárias da operação.
No mesmo dia, a comitiva visitou o Viveiro Agromillora, em Brotas. A empresa trabalha com micropropagação de plantas, com destaque para porta-enxertos de citros e maçã. A técnica busca elevar o padrão genético e sanitário das mudas. A capacidade de produção do viveiro é de cerca de 10 milhões de mudas por ano.
Nesta quarta-feira (27) e quinta-feira (28), os servidores participaram da 51ª Expocitros, em Cordeirópolis. A programação incluiu palestras sobre produção de mudas em São Paulo, combate ao HLB e visitas a pomar experimental para observação de sintomas da doença e identificação do inseto vetor.
A troca de informações entre órgãos de defesa agropecuária amplia a base técnica para ações de monitoramento, produção de mudas e vigilância fitossanitária. O material divulgado não informa medidas novas ou prazos operacionais decorrentes do intercâmbio. Do ponto de vista técnico, a agenda reforça a atenção sobre greening, produção de mudas e protocolos sanitários na citricultura. O principal resultado imediato é o intercâmbio de procedimentos e referências entre os serviços oficiais de defesa vegetal.


