Preços do milho oscilam sem direção única no Brasil
Os preços do milho não seguem uma direção única nas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). De acordo com o centro de

Os preços do milho não seguem uma direção única nas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações subiram em algumas praças por causa da retração de vendedores e do ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Por outro lado, houve queda nas regiões produtoras, onde o avanço dos trabalhos no campo aumentou a oferta do cereal.
No indicador ESALQ/BM&F;Bovespa, a saca de 60 quilos fechou a sexta-feira, dia 17, em R$ 64,94. O valor representa uma alta de 0,11% no dia e uma valorização de 2,14% no mês de julho.
Ainda segundo o Cepea, parte dos compradores continua de olho em oportunidades de compra. Outros adotaram uma postura mais ativa no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques em níveis confortáveis. Apesar disso, esses compradores esperam que a maior disponibilidade de milho nas próximas semanas pressione os preços no mercado interno. Já os vendedores paulistas seguem retraídos, à espera do avanço da colheita para negociar volumes maiores.
Soja: mercado acompanha clima nos EUA
No mercado da soja, as atenções seguem voltadas para as condições climáticas nos Estados Unidos. As lavouras americanas passam por um período de desenvolvimento, e a previsão de tempo seco em algumas regiões gera preocupação com a produtividade. Esse cenário tem dado suporte às cotações internacionais da oleaginosa. No Brasil, os preços internos acompanham os movimentos externos, mas o ritmo de negócios segue lento, com produtores aguardando valores mais atrativos para fechar novas vendas. A colheita da safra norte-americana, prevista para o segundo semestre, também é um fator de monitoramento para o mercado global da commodity.


