Milho sobe 3% em julho, mas mercado trava no fim do mês
O mercado de milho encerrou julho com pouca oscilação nos preços, embora o desempenho do mês tenha sido positivo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Econo

O mercado de milho encerrou julho com pouca oscilação nos preços, embora o desempenho do mês tenha sido positivo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registrou pequenas variações nos últimos dias do mês, mas acumulou valorização próxima de 3% em julho.
No fechamento de 31 de julho, o indicador ficou em R$ 65,25 por saca de 60 quilos, com leve queda de 0,08% em relação ao dia anterior. Ainda assim, o avanço mensal foi de 2,63%.
De acordo com o Cepea, os compradores seguem retraídos, acompanhando o avanço da colheita da segunda safra, que tende a elevar a oferta do cereal no mercado. Já os vendedores mantêm o foco nos trabalhos de campo, o que também limita o ritmo das negociações.
Nesse cenário, as operações no mercado spot e para entregas futuras continuam restritas, ocorrendo principalmente para atender demandas pontuais de compradores que precisam recompor estoques ou de vendedores que buscam fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns, conforme avaliam os pesquisadores do Cepea.
O ritmo lento das negociações reflete a cautela dos agentes do setor, que monitoram a evolução da colheita e os impactos na oferta. A expectativa é de que o aumento da disponibilidade do cereal pressione os preços nas próximas semanas, mas a intensidade dessa queda dependerá do ritmo das vendas e da demanda dos compradores.


