Boi gordo: oferta curta mantém preços em alta
O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país. Esse cenário tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postur

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país. Esse cenário tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.
No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado. A combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.
As exportações continuam em destaque. O resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.
No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.
Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo. A ponta de agulha está em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.
A oferta curta de animais terminados tem sido o principal sustentáculo dos preços no mercado físico. Com as escalas de abate encurtadas, os frigoríficos precisam disputar a matéria-prima disponível, o que dá suporte à cotação da arroba. O movimento de compra mais agressivo por parte da indústria reflete a necessidade de garantir volume para atender a demanda, especialmente em um período de expectativa de aquecimento do consumo interno.
O comportamento das exportações também segue no radar dos agentes do setor. A divulgação dos dados da balança comercial deve trazer mais clareza sobre o ritmo dos embarques e a entrada de divisas no país, fatores que influenciam diretamente a formação de preços no mercado doméstico. A disputa entre o mercado interno e o externo pelo produto disponível é um dos pontos de atenção para as próximas semanas.


