Soja: mercado tem negócios pontuais antes do USDA
O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais nesta terça-feira (11), com volumes limitados às necessidades imediatas. Segundo o analista da Safras &

O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais nesta terça-feira (11), com volumes limitados às necessidades imediatas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta do dólar durante a sessão compensou as perdas na Bolsa de Chicago, deixando o mercado físico mais neutro.
Algumas regiões apresentaram alta nos preços, criando oportunidades de negociação. Silveira observou, no entanto, que a proximidade do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira (12), reduziu a disposição dos agentes para operações de maior volume.
“Ninguém quis operar grandes volumes, enquanto muitos produtores seguem trabalhando com pedidas bastante acima das cotações”, destacou o analista.
Cotações no Brasil
As cotações da soja subiram na maioria das praças nacionais. Em Passo Fundo (RS), o preço passou de R$ 139,00 para R$ 140,00. Em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00. Cascavel (PR) registrou alta de R$ 134,50 para R$ 135,00. Rondonópolis (MT) teve elevação de R$ 131,00 para R$ 133,00. Dourados (MS) passou de R$ 129,50 para R$ 130,00. Rio Verde (GO) manteve o preço em R$ 130,00. Paranaguá (PR) subiu de R$ 145,50 para R$ 146,00, e Rio Grande (RS) avançou de R$ 146,00 para R$ 147,00.
Mercado em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa. Os agentes optaram por ajustar suas posições antes do relatório mensal do USDA. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas segue pressionando as cotações.
Dados do USDA indicam que 62% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam em condições boas ou excelentes até 9 de agosto, ante 63% na semana anterior. Outros 28% estavam em situação regular e 10% entre ruins e muito ruins. Até terça-feira, 26% das áreas de soja americanas estavam afetadas pela seca, segundo o USDA e o National Drought Mitigation Center. Chuvas e temperaturas mais amenas favoreceram a cultura na última semana.
O Departamento deve indicar corte nas estimativas para a safra e os estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Analistas consultados por agências internacionais projetam a safra dos EUA em 4,469 bilhões de bushels, contra 4,475 bilhões na previsão de julho. Para os estoques de passagem, a aposta é de 302 milhões de bushels, mesmo número de julho. Para 2025/26, a previsão é de redução de 330 milhões para 324 milhões de bushels.
No cenário mundial, o mercado espera estoques finais de soja em 2026/27 de 124,4 milhões de toneladas, acima dos 124,2 milhões atuais. Para 2025/26, a estimativa deve subir de 125,3 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
Contratos futuros
Os contratos de soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 11,68 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,84 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos, ou 0,87%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70, ou 0,22%, a US$ 310,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,12 centavos de dólar, com perda de 1,02 centavo, ou 1,47%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,02%, negociado a R$ 5,1636 para venda e R$ 5,1616 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,0983 e a máxima de R$ 5,1778.









