Soja sobe com Chicago e dólar; produtor ainda cauteloso
O mercado brasileiro de soja registrou negócios ao longo da sessão desta sexta-feira (17), com elevação generalizada das cotações. Segundo o analista da Safras

O mercado brasileiro de soja registrou negócios ao longo da sessão desta sexta-feira (17), com elevação generalizada das cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta da Bolsa de Chicago e do dólar deu sustentação aos preços, enquanto os prêmios permaneceram firmes.
Silveira avalia que a semana foi marcada por poucas oscilações mais expressivas. "O produtor segue adotando uma postura cautelosa, buscando momentos mais oportunos para negociar", observa. De acordo com o analista, os preços atuais já se encontram em níveis considerados interessantes, mas a expectativa dos vendedores ainda é de novos avanços nas cotações.
Preços de soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), a saca manteve em R$ 138,00. Em Santa Rosa (RS), manteve em R$ 139,00. Em Cascavel (PR), subiu de R$ 131,50 para R$ 133,00. Em Rondonópolis (MT), subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Em Dourados (MS), subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00. Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 142,50 para R$ 144,00. Em Rio Grande (RS), as referências também avançaram, de R$ 142,00 para R$ 144,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos para grão e óleo e cotações mais baixas para o farelo. O mercado encontrou suporte no aquecimento da demanda pelo produto norte-americano, principalmente por parte da China. A disparada do petróleo, em meio ao recrudescimento das tensões no Oriente Médio e ao temor de restrições no fornecimento global de energia, também deu sustentação às cotações. A posição novembro/26 do grão acumulou ganhos de 1,03% na semana.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 340 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Além disso, foram registradas vendas de 110 mil toneladas para destinos não revelados e de 256,634 mil toneladas para o México.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2026 encerraram o pregão com alta de 9,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,79%, a US$ 12,04 1/2 por bushel. A posição novembro de 2026 fechou cotada a US$ 12,03 por bushel, avanço de 8 centavos de dólar, ou 0,66%.
Nos subprodutos, o farelo para agosto de 2026 recuou US$ 2,70 por tonelada, ou 0,83%, para US$ 320,20 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em agosto de 2026, encerrou a 74,81 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,38 centavos, ou 3,28%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, cotado a R$ 5,1100 para venda e R$ 5,1080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1054 e a máxima de R$ 5,1329. Na semana, a valorização acumulada foi de 0,06%.


