NIS 2026 é o maior da história e cresce 50%
A sexta edição do NIS – Nutri Ingredients Summit terminou na quarta-feira, dia 1º de abril de 2026, em São Paulo, sendo a maior da história do evento. A fu

A sexta edição do NIS – Nutri Ingredients Summit terminou na quarta-feira, dia 1º de abril de 2026, em São Paulo, sendo a maior da história do evento. A fusão com o Italian Exhibition Group Brasil (IEG Brasil), anunciada oficialmente durante a abertura, reforça o objetivo de transformar o NIS em uma referência mundial.
Rimantas Sipas, COO da IEG Brasil, afirmou que a parceria é um marco estratégico e que o objetivo é posicionar o evento como uma plataforma global de negócios, inovação e relacionamento. Cassiano Facchinetti, co-fundador do NIS, disse que a parceria elevará o nível do evento e que há análise para leva-lo a outros países da América Latina.
A edição de 2026 registrou novos recordes: 146 expositores, representando mais de 500 marcas, 8600 visitantes e 600 congressistas. Para 2027, 70% da área de exposição já está vendida. O co-fundador Adriano Pegorelli classificou o evento como um sucesso, com público recorde e visitantes de alta qualidade.
O coração do evento, a NIS Conference, foi aberta pelo antropólogo Michel Alcoforado. Ele destacou que o Brasil é o terceiro no ranking mundial de expansão da demanda por suplementos, com previsão de crescimento anual de 9,5% até 2036. Segundo dados do Grupo Consumoteca, 64% dos brasileiros já fazem algum tipo de suplementação.
Dados inéditos da 3ª edição da pesquisa da ABIAD foram apresentados pela diretora-executiva Gislene Cardozo. O estudo mostra que 51% da população está acima do peso ideal. Cardozo ressaltou que 99% dos consumidores de suplementos mantêm o hábito de visitar médicos e nutricionistas.
Em formato, as cápsulas lideram a preferência com 45%, seguidas por produtos em pó com 27%. O consumo de creatina se destaca entre pessoas de 17 a 40 anos, enquanto a Vitamina D é principal na faixa de 41 a 70 anos. As farmácias são o principal ponto de venda, mas o ambiente digital aumentou sua relevância.
No segundo dia, a keynote speaker foi a jornalista e pesquisadora Néli Pereira, que apresentou o termo Brazilwashing. Ela alertou para o uso estratégico de símbolos brasileiros apenas com finalidade mercadológica, sem conexão real com os territórios e saberes.
No encerramento, a regulação do mercado foi tema de painéis. Patrícia Castilho, da Anvisa, informou que a agência já recebeu 5 mil notificações, mas apenas 900 foram avaliadas, com grande parte cancelada. Ela citou erros frequentes como falta de conhecimento do produto e problemas de composição.
Luiza Zanatta, da NutraLíder, falou sobre a importância da cor na percepção dos alimentos, influenciando 90% do julgamento subconsciente. Ela mencionou a tendência de migração de corantes sintéticos para naturais, apoiada por guias como o Guia 87 da Anvisa, e a necessidade de segurança técnica e jurídica na indústria.






