Soja: mercado limitado e preços com alterações pontuais
O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação no mercado físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira,

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação no mercado físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a queda do dólar, a leve alta da Bolsa de Chicago e a sustentação dos prêmios de exportação manteve as cotações praticamente estáveis, com mudanças pontuais em algumas praças.
Silveira afirma que os participantes ficaram afastados das negociações durante o dia. “A principal demanda ficou concentrada no porto de Santos”, observa o analista.
Preços de soja no Brasil
Os preços pagos ao produtor permaneceram estáveis nas principais praças do país. Em Passo Fundo (RS), o valor foi mantido em R$ 139,00. Santa Rosa (RS) seguiu em R$ 140,00. Cascavel (PR) permaneceu em R$ 134,00. Rondonópolis (MT) manteve o preço em R$ 127,00. Dourados (MS) ficou em R$ 129,00. Rio Verde (GO) continuou em R$ 127,00. Nos portos, Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) mantiveram os valores em R$ 145,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na quinta-feira. Em uma sessão volátil, os preços oscilaram em uma faixa estreita e recuperaram parte das perdas recentes, impulsionados por sinais de retomada das compras chinesas.
A China adquiriu pelo menos mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos, segundo informações de traders asiáticos ouvidos pela Reuters. As compras ampliam a sequência de negócios antes da visita esperada do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos no próximo mês.
Segundo operadores, a estatal Sinograin comprou entre 10 e 15 cargas na quarta-feira. Pelo menos 10 delas têm embarques programados para outubro e novembro. Até o momento, a China já comprou cerca de 6 milhões de toneladas para entrega no ano comercial norte-americano iniciado em 1º de setembro, conforme uma fonte do setor nos Estados Unidos.
As exportações semanais norte-americanas ficaram abaixo do esperado. As vendas líquidas para a temporada 2025/26 totalizaram 32.200 toneladas na semana encerrada em 30 de julho, o menor volume da temporada. Para 2026/27, as vendas chegaram a 903.900 toneladas, abaixo da faixa projetada pelos analistas.
A demanda chinesa segue dando suporte aos preços. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 122.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com vencimento em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,77 3/4 por bushel. A posição janeiro encerrou cotada a US$ 11,92 3/4 por bushel, com avanço de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%.
Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou em alta de US$ 0,60, ou 0,19%, a US$ 316,20 por tonelada. O óleo de soja para dezembro terminou cotado a 67,37 centavos de dólar, com ganho de 0,20 centavo, ou 0,29%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.









