Produtor reduz vendas de soja à espera de preços melhores
O mercado brasileiro de soja registrou um dia de comercialização lenta nesta terça-feira (23), mesmo com a melhora das cotações ao longo da sessão. De acordo co

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de comercialização lenta nesta terça-feira (23), mesmo com a melhora das cotações ao longo da sessão. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar, a volatilidade da Bolsa de Chicago e a firmeza dos prêmios contribuíram para a formação de preços mais atrativos.
Segundo o analista, os prêmios continuaram sustentando boas indicações, especialmente nos portos, enquanto a indústria também atuou com valores mais elevados na tentativa de originar soja. Apesar desse cenário, a liquidez permaneceu limitada. Os produtores seguem segurando volumes, buscando preços melhores e acompanhando os movimentos do mercado de milho. Assim, mesmo diante de preços firmes e oportunidades de negociação, o volume de negócios ficou abaixo do esperado ao longo do dia.
Preços da soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), o preço subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00. Em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00. Em Cascavel (PR), subiu de R$ 121,50 para R$ 124,00. Em Rondonópolis (MT), subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00. Em Dourados (MS), subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00. Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00. Em Paranaguá (PR), subiu de R$ 132,50 para R$ 135,00. Em Rio Grande (RS), subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram o pregão de forma mista na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), próximos da estabilidade. Após duas sessões consecutivas de perdas, o mercado apresentou uma recuperação técnica, embora limitada pelo cenário fundamental considerado baixista. As lavouras norte-americanas seguem em boas condições, reforçando as expectativas de uma produção recorde nos Estados Unidos e ampliando a oferta global da oleaginosa. Além disso, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas exerceram pressão adicional sobre os contratos. As atenções do mercado estão voltadas para uma possível retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos e para o relatório que será divulgado na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trazendo dados sobre a área plantada em 2026 e os estoques trimestrais em 1º de junho.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 11,17 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,24 por bushel, com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%. Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho avançou US$ 3,10, ou 1,03%, para US$ 302,90 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho fechou a 70,59 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,56 centavo, ou 0,78%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0,84%, cotado a R$ 5,1856 para venda e R$ 5,1836 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1619 e a máxima de R$ 5,1914.







