Pará é o 2º maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil
O Pará continua como o segundo maior produtor de pimenta-do-reino no Brasil, com 41,6 mil toneladas colhidas em 2024, o que representa 33,3% da produção naciona

O Pará continua como o segundo maior produtor de pimenta-do-reino no Brasil, com 41,6 mil toneladas colhidas em 2024, o que representa 33,3% da produção nacional. O estado fica atrás apenas do Espírito Santo, que detém 58,8% da produção no país. Os dados fazem parte da Nota Técnica “O Contexto Econômico e Ambiental da Pimenta-do-reino 2026”, divulgada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).
Entre 2023 e 2024, o Pará foi o único entre os cinco maiores estados produtores a registrar crescimento na atividade, com alta de 9,1%. A produção brasileira de pimenta-do-reino passou de 59,4 mil toneladas em 1988 para 124,9 mil toneladas em 2024, um aumento de 110,3% no período.
Três municípios paraenses estão entre os dez maiores produtores do país e respondem por mais de 50% da produção nacional. Tomé-Açu ocupa a 4ª posição, com 4,7% da produção. Baião está em 9º lugar, com 3,1%, e Igarapé-Açu aparece em 10º, com 3,0%. Baião se destacou com o maior crescimento percentual entre 2023 e 2024, com expansão de 61% na produção.
Valor da produção e valorização econômica
Entre 1994 e 2024, o valor da produção de pimenta-do-reino no Brasil cresceu 810,2%, passando de R$ 403,7 milhões para aproximadamente R$ 3,6 bilhões. A taxa média anual de expansão foi de 11,8%. Em 2024, o valor da produção cresceu 107,4% em relação ao ano anterior, atingindo o maior nível da série histórica.
Esse aumento está ligado à elevação dos preços no mercado, a fatores climáticos que afetaram a produção recente e à demanda elevada pelo produto. Cinco estados concentraram mais de 99% do valor total produzido no país em 2023 e 2024. O Pará ocupou a segunda posição nacional, com 34% de participação, atrás do Espírito Santo.
No Pará, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da pimenta-do-reino foi de R$ 1.248,4 milhões em 2024. Vinte e sete municípios tiveram valores acima da média estadual de R$ 8,7 milhões. Tomé-Açu liderou com R$ 172,3 milhões (13,8% do total), seguido por Igarapé-Açu (R$ 116,2 milhões; 9,3%) e Baião (R$ 103,4 milhões; 8,3%).
Comercialização externa
O preço de exportação da pimenta-do-reino atingiu o pico histórico de US$ 9,0 por quilo entre 2011 e 2016. Em 2025, o valor exportado pelo Pará foi de US$ 6,7 por quilo, contra US$ 6,1 por quilo no restante do Brasil. Os principais destinos das exportações em 2025 foram Alemanha (3.734 toneladas, 23,5%), Vietnã (3.226,1 toneladas, 20,3%) e Países Baixos (1.751 toneladas, 11,0%).
Por continente, a Europa foi o principal destino, com 7.676,7 toneladas exportadas (40,6% do total), registrando alta de 3,8% no período. A África surgiu como oportunidade, com exportação de 1.068,1 toneladas (5,7% do total) e crescimento expressivo de 37,8%.







