Soja: cotações fecham estáveis com demanda regional
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucos negócios reportados, mantendo o ritmo dos últimos dias. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucos negócios reportados, mantendo o ritmo dos últimos dias. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas no mercado físico, sustentadas pela demanda local em algumas regiões.
Silveira destaca que o basis favoreceu a alta das cotações em algumas praças, como Minas Gerais, movimento também observado em outras regiões. Em Chicago, a sessão foi marcada por oscilações contidas, enquanto o dólar recuou e os prêmios permaneceram firmes, praticamente nos mesmos níveis da semana.
“Sem muitas novidades, com o relatório da próxima semana pela frente, ninguém quis fazer grandes movimentos”, resume o analista.
Preço da saca de soja hoje
Confira os valores praticados nas principais praças do país:
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139 para R$ 138. Santa Rosa (RS): passou de R$ 140 para R$ 139. Cascavel (PR): permaneceu em R$ 134,00. Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 129. Dourados (MS): caiu de R$ 129 para R$ 128. Rio Verde (GO): subiu de R$ 127 para R$ 129. Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 145. Porto de Rio Grande (RS): seguiu em R$ 145.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas semanais. A posição novembro teve queda semanal de 0,95%. Em dia volátil, a previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos pressionou as cotações.
As perdas foram limitadas pela recuperação do petróleo e pela boa demanda chinesa pela soja americana, o que colocou os contratos boa parte do dia no território positivo. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 238.000 toneladas de soja à China, com entrega na temporada 2026/27.
As importações de soja em grão pela China em julho somaram 11,48 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 60,51 milhões de toneladas, ante 61,05 milhões em igual momento de 2025, o que representa um aumento de 0,7%.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,76 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com retração de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,01% a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,88 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,75%.


