Combate ao greening: SP decreta eliminação de murtas
Em maio de 2026, o setor citrícola de São Paulo completa um ano da Resolução SAA nº 24/2025. A medida proibiu em todo o estado a produção, o comércio, o plantio

Em maio de 2026, o setor citrícola de São Paulo completa um ano da Resolução SAA nº 24/2025. A medida proibiu em todo o estado a produção, o comércio, o plantio e o transporte da murta (Murraya paniculata). A ação é da Secretaria de Agricultura e Abastecimento para frear o avanço do greening (HLB), doença que mais prejudica a citricultura mundial.
A murta é usada no paisagismo urbano, mas serve de abrigo para o psilídeo (Diaphorina citri), inseto que transmite a bactéria do greening. Como a planta não recebe os tratamentos químicos aplicados nos pomares, ela se torna um reservatório da praga para as laranjeiras.
Fiscalização e rigor sanitário
A Defesa Agropecuária de São Paulo informa que a proibição não vale apenas para novos plantios. A norma determina a eliminação obrigatória das murtas existentes em áreas urbanas e rurais. Quem descumprir as regras está sujeito a penalidades previstas no Decreto Estadual nº 45.211/2000.
O foco da fiscalização são viveiros e o comércio de mudas. O órgão afirma que a colaboração da população é importante. “A conscientização do morador de cidade é tão importante quanto o rigor do produtor no campo”, diz a pasta.
O desafio do greening
Dados do Fundecitrus mostram que a incidência da doença no cinturão citrícola (SP e Triângulo Mineiro) chegou a níveis recordes nos últimos anos, perto de 48% em 2025. Não há cura para o greening. A prevenção é feita com a erradicação de plantas doentes e a eliminação de hospedeiras como a murta.
A recomendação para quem tem a planta em jardins ou calçadas é substituí-la por espécies nativas ou ornamentais que não ofereçam risco à agricultura. A medida busca garantir a liderança de São Paulo na produção global de suco de laranja. O estado enfrenta um dos maiores desafios sanitários da citricultura, com prejuízos econômicos crescentes para os produtores rurais da região.


