Mapa e Polícia apreendem 8,4 mil vinhos irregulares em Curitiba
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreenderam cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular em Curitiba. A operaçã

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreenderam cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular em Curitiba. A operação ocorreu na última terça-feira (13) em um barracão usado para armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital e região metropolitana. Também foram encontradas cervejas com indícios de falsificação, cuja quantidade ainda está em apuração.
A fiscalização foi feita pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras). A ação contou com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo.
Segundo o Mapa, auditores fiscais federais agropecuários inspecionaram todas as bebidas do local com base na legislação federal. As regras regulam a produção, comercialização e rotulagem de vinhos e bebidas em geral. Entre as irregularidades, foram encontrados vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no ministério. Os rótulos também não tinham informações obrigatórias, como composição, lote, validade, marca e rastreabilidade. As notas fiscais de aquisição não foram apresentadas.
A apreensão totalizou cerca de 8,4 mil garrafas de vinho dos sabores Bordô e Niágara. As garrafas estavam acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. No caso das cervejas, os fiscais identificaram rótulos mal colados, bolhas e rugosidades. Também foi constatada ausência de lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas.
A análise contou com a participação de um representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram coletadas e enviadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para laudo pericial oficial.
Para o setor, a operação reforça a exigência de registro, rotulagem e rastreabilidade na cadeia de bebidas, incluindo produtos coloniais e artesanais. De acordo com o Mapa, a ausência desses requisitos dificulta a verificação de origem e conformidade. A situação também afeta a concorrência entre empresas regularizadas e operadores clandestinos.
Um homem foi preso em flagrante. Ele poderá responder por falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e crimes contra as relações de consumo. Os produtos seguem apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial. A eventual destruição dependerá de autorização judicial. O volume exato de cervejas falsificadas ainda não foi informado oficialmente, até a conclusão dos laudos.


