Soja cai no Brasil, com exceção de uma região
O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de pouca movimentação nesta quarta-feira (20), com negócios lentos e baixa participação dos agentes. Segundo o

O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de pouca movimentação nesta quarta-feira (20), com negócios lentos e baixa participação dos agentes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a queda dos contratos futuros em Chicago e a desvalorização do dólar pressionaram os preços no mercado físico nacional.
Os prêmios apresentaram alguma melhora ao longo do dia, mas não compensaram as perdas nos demais indicadores que formam os preços da soja. Com isso, o mercado ficou sem grande interesse comprador e sem volumes expressivos de negócios.
Na maior parte do Brasil, os preços caíram. Em Passo Fundo (RS), a saca baixou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Santa Rosa (RS), caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00. Cascavel (PR) manteve o valor em R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), a saca desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00. Dourados (MS) recuou de R$ 114,00 para R$ 113,00. Rio Verde (GO) caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00. Paranaguá (PR) recuou para R$ 130,00. Rio Grande (RS) caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Investidores aproveitaram para realizar lucros após as recentes valorizações. Outro fator que pressionou as cotações foi a forte queda do petróleo no mercado internacional, refletindo expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem contribuindo para o avanço acelerado do plantio da safra norte-americana. A China também ampliou as compras de soja dos Estados Unidos em abril. Segundo dados da Administração Geral da Alfândega chinesa, o país importou 3,33 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana no mês, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
As importações de soja brasileira pela China totalizaram 4,75 milhões de toneladas em abril, alta de 3,3% na comparação anual. No acumulado de 2026, o volume adquirido do Brasil chega a 12,7 milhões de toneladas, avanço de 39,6% frente ao mesmo período de 2025.
Contratos futuros e câmbio
Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja para julho fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar, ou 0,84%, cotados a US$ 11,99 1/4 por bushel. O vencimento de agosto encerrou a US$ 11,98 3/4 por bushel, com perda de 0,90%. O farelo de soja para julho caiu US$ 1,70, fechando a US$ 330,60 por tonelada. O óleo de soja recuou 1,02%, encerrando a 74,67 centavos de dólar por libra-peso.
No câmbio, o dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,76%, cotado a R$ 5,0027 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9992 e a máxima de R$ 5,0572.


