Soja firme, mas ritmo lento antes do USDA
O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira (7) sem registros de movimentos mais agressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a

O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira (7) sem registros de movimentos mais agressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de hoje teve ritmo mais moderado.
De acordo com Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações na Bolsa de Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes. "O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje", destacou o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.
Soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00. Em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), subiu de R$ 128,00 para R$ 129,50. Em Rondonópolis (MT), subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00. Em Dourados (MS), subiu de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), o preço manteve-se em R$ 122,00. Nos portos, Paranaguá (PR) subiu de R$ 139,00 para R$ 140,50 e Rio Grande (RS) subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira. O mercado deu prosseguimento ao movimento de compras iniciado na sessão anterior. Preocupações com as temperaturas elevadas nos Estados Unidos e a presença da China na ponta compradora deram sustentação às cotações. A China, por meio da estatal COFCO, comprou na segunda-feira pelo menos cinco cargas de soja, equivalentes a cerca de 300 mil toneladas dos Estados Unidos, para embarque entre setembro e novembro, segundo traders norte-americanos. O volume adquirido pode ser ainda maior, com um trader estimando que as compras possam chegar a 10 cargas, ou aproximadamente 600 mil toneladas.
USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 64% das lavouras de soja apresentavam condições boas ou excelentes, um ponto percentual abaixo da semana anterior e levemente abaixo das expectativas do mercado. Exportadores privados dos Estados Unidos também comunicaram ao USDA a venda de 105 mil toneladas de farelo de soja para a Colômbia, com entrega prevista para a safra 2025/26.
Contratos futuros e câmbio
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,82%, a US$ 11,93 3/4 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 11,97 3/4 por bushel, com elevação de 5,50 centavos de dólar, ou 0,46%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 3,30, ou 1,05%, a US$ 316,20 por tonelada. No óleo de soja, os contratos com vencimento em agosto encerraram a 68,59 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,83 centavo, ou 1,22%. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1526 para venda e a R$ 5,1506 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1291 e a máxima de R$ 5,1626.






