Soja: mercado travado com pressão nos preços
O mercado brasileiro de soja teve um dia com pouca movimentação. As ofertas ficaram limitadas e as cotações foram mistas, sem mudanças importantes. Segundo o an

O mercado brasileiro de soja teve um dia com pouca movimentação. As ofertas ficaram limitadas e as cotações foram mistas, sem mudanças importantes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços continuam abaixo do nível considerado ideal pelos produtores. Isso reduz o interesse em negociar.
De acordo com o analista, as margens seguem apertadas. A indústria mantém uma postura cautelosa, já que está relativamente abastecida. Com isso, as compras ocorrem de forma cadenciada. Nos portos, as cotações seguem pressionadas. Os valores giram entre R$ 129 e R$ 131 para pagamentos mais curtos.
Na região de Passo Fundo (RS), o preço manteve em R$ 123,00. Em Santa Rosa (RS), também ficou estável em R$ 124,00. No Paraná, a praça de Cascavel registrou R$ 119,00, sem alteração.
No Centro-Oeste, houve quedas pontuais. Em Rondonópolis (MT), o valor desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00. Em Dourados (MS), houve leve recuo de R$ 110,50 para R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), o preço caiu de R$ 109,50 para R$ 109,00.
Nos portos, a cotação se manteve. Em Paranaguá (PR), o preço ficou em R$ 129,00. Em Rio Grande (RS), também permaneceu em R$ 129,00.
No cenário externo, o dia também foi de poucas novidades. O USDA divulgou um relatório considerado neutro pelo mercado, sem grandes surpresas. Ao mesmo tempo, o dólar recuou frente ao real. Essa combinação de fatores limitou uma reação mais consistente nos preços.
Mesmo assim, os contratos futuros da soja encerraram em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). A valorização do petróleo e a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China deram suporte. O contrato para maio fechou a US$ 11,65 1/4 por bushel. O contrato para julho foi a US$ 11,81.
O relatório do USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26. A produção está estimada em 116 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em 9,53 milhões de toneladas.
Para o Brasil, a estimativa para a nova safra foi mantida em 180 milhões de toneladas. Já a safra 2024/25 foi elevada para 172,5 milhões de toneladas. A produção da Argentina segue projetada em 48 milhões de toneladas para a temporada 2025/26.
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%. A moeda foi cotada a R$ 5,0629 para venda. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre R$ 5,0580 e R$ 5,1060. A queda do dólar retira competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade na maior parte das praças. As quedas registradas foram pontuais, concentradas principalmente na região Centro-Oeste. A ausência de novos direcionadores manteve o dia travado.


