Queda em Chicago e dólar pressiona soja
O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e pressão sobre os preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, h

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e pressão sobre os preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve registro pontual de negócios, especialmente em Goiás, motivados por necessidade de caixa por parte dos produtores.
Apesar disso, não houve melhora nos preços. O cenário geral foi de queda nas cotações, influenciado principalmente pela baixa do dólar e pela retração na Bolsa de Chicago. Segundo o analista, os prêmios não foram suficientes para compensar essas perdas, mantendo o mercado travado, especialmente nos portos, onde os valores seguem pouco atrativos.
No mercado físico, os preços recuaram nas principais praças do país, refletindo esse ambiente mais pressionado.
Em Passo Fundo (RS), o valor desceu de R$ 123,00 para R$ 122,00. Em Santa Rosa (RS), a cotação passou de R$ 124,00 para R$ 123,00. Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 118,00 para R$ 117,00.
Em Rondonópolis (MT), a queda foi de R$ 108,00 para R$ 107,00. Em Dourados (MS), o valor desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação passou de R$ 109,00 para R$ 108,00.
Nos portos, a situação também foi de baixa. Em Paranaguá (PR), o preço desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00. Em Rio Grande (RS), a cotação recuou de R$ 129,00 para R$ 128,00.
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelo quadro de ampla oferta global. A expectativa de aumento da área plantada nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento, diante da possibilidade de migração maior do milho para a soja.
Além disso, o avanço nos custos de fertilizantes, impulsionado pela alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, reforça esse cenário. O mercado avalia que esse fator pode incentivar ainda mais o plantio da oleaginosa, ampliando a oferta global, que já conta com boas safras no Brasil e na Argentina.
Contratos futuros de soja
Entre os contratos, a posição maio fechou cotada a US$ 11,62 1/4 por bushel, enquanto a posição julho encerrou a US$ 11,77 1/2. Nos subprodutos, o farelo de soja registrou leve alta, enquanto o óleo de soja teve queda.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 4,9972 para venda, após oscilar entre R$ 4,9833 e R$ 5,0393 ao longo do dia. A desvalorização da moeda norte-americana também contribuiu para pressionar os preços internos da soja no Brasil.
A combinação de um dólar mais fraco e a queda nos preços internacionais formou um ambiente desfavorável para as cotações domésticas. Essa dinâmica tem mantido o ritmo de negócios lento, com produtores reticentes em comercializar a safra e compradores aguardando melhores oportunidades. A tendência de mercado segue atrelada aos movimentos externos e à variação cambial.






