Mercado de soja estático aguarda relatório USDA
O mercado brasileiro de soja registrou um dia com pouca movimentação nesta quarta-feira. O ritmo foi lento, com baixa oferta do produto. A queda do dólar e os r

O mercado brasileiro de soja registrou um dia com pouca movimentação nesta quarta-feira. O ritmo foi lento, com baixa oferta do produto. A queda do dólar e os recuos na Bolsa de Chicago durante o pregão pressionaram o cenário e afastaram os agentes das negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios tiveram poucas alterações. Um comportamento cauteloso prevaleceu entre os participantes. Os produtores se mantiveram fora do mercado, enquanto compradores e outros agentes optaram por esperar o novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na quinta-feira.
No mercado interno, os preços ficaram estáveis ou caíram na maioria das praças. Isso refletiu o cenário externo e o baixo volume de negócios. A sessão teve poucas ofertas e participação reduzida dos agentes.
Em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, o preço passou de R$ 124,00 para R$ 123,00. Em Santa Rosa, também no RS, caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00. No Paraná, em Cascavel, o valor recuou de R$ 120,00 para R$ 119,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00. Em Dourados, Mato Grosso do Sul, saiu de R$ 111,50 para R$ 110,50. Já em Rio Verde, Goiás, houve uma leve alta, de R$ 109,00 para R$ 109,50.
No porto de Paranaguá, no Paraná, o preço recuou de R$ 130,00 para R$ 129,00. No porto do Rio Grande, RS, a queda foi de R$ 130,00 para R$ 129,00.
No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta para o grão e o farelo. O óleo de soja registrou queda na Bolsa de Chicago. O mercado operou em modo de espera pelo relatório do USDA, com investidores ajustando suas posições.
O alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã trouxe calma ao mercado financeiro global. Isso reduziu a aversão ao risco. O petróleo teve um recuo expressivo, o que pressionou o óleo de soja. A queda do dólar, por outro lado, ajudou a competitividade das exportações dos EUA, dando suporte aos preços do grão.
As expectativas do mercado indicam um pequeno corte nos estoques finais de soja dos Estados Unidos para a safra 2025/26. A previsão passa de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Os estoques globais devem se manter próximos de 125,5 milhões de toneladas.
Para a América do Sul, há uma projeção de ajuste negativo na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina pode ter um leve aumento, passando de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar, a US$ 11,62 por bushel. A posição para julho foi cotada a US$ 11,78 por bushel, com alta de 3,50 centavos.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,30, a US$ 314,10 por tonelada. Para o óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,42 centavos de dólar, com perda de 2,30 centavos.
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1%. A moeda foi cotada a R$ 5,1025 para venda, após oscilar entre R$ 5,0651 e R$ 5,1191 durante o dia. A desvalorização do dólar também contribuiu para pressionar os preços da soja no mercado nacional.


