Exportações de café caem 21,2% na safra
A safra de café de 2025/26 apresentou uma redução no volume exportado em comparação com a temporada anterior. Conforme informações do Conselho dos Exportadores

A safra de café de 2025/26 apresentou uma redução no volume exportado em comparação com a temporada anterior. Conforme informações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações entre julho de 2025 e março de 2026 totalizaram 20,09 milhões de sacas de 60kg. Este número representa uma queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Trata-se do menor volume registrado na parcial desde a safra 2022/23.
Contudo, o mês de março de 2026 trouxe uma recuperação. O volume embarcado no mês chegou a 3,04 milhões de sacas, um aumento de 15,4% frente ao mês de fevereiro.
Apesar dessa melhora pontual, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o cenário segue restritivo. A produção menor da safra atual e os estoques nacionais em patamares historicamente baixos continuam a limitar as vendas para o exterior.
Os produtores, que já têm pouco café disponível, também estão capitalizados devido aos preços elevados praticados ao longo da temporada. Por isso, não veem motivos para se apressar nas vendas, aguardando condições mais favoráveis.
De acordo com a análise do centro de pesquisas, essa contenção nas exportações deve persistir até que a próxima safra, a de 2026/27, comece a ganhar ritmo de colheita. A expectativa é de que esse movimento de maior oferta se intensifique a partir de meados de maio.
O desempenho das exportações brasileiras de café é um indicador importante para o mercado global, dada a posição do país como maior produtor e exportador mundial. A redução no volume disponível para embarque tem reflexos diretos nos preços internacionais e na dinâmica de suprimento para os países importadores.
A entidade setorial costuma divulgar relatórios mensais detalhando os destinos das exportações e os tipos de café enviados ao exterior, dados que complementam a análise sobre o fluxo comercial. A expectativa do setor agora se volta para o desenvolvimento da próxima safra, que definirá o tom do mercado nos próximos meses.






