Exportação de farelo de soja bate recorde em março
O mercado internacional de soja se manteve firme na última semana. Tanto o grão quanto o farelo seguiram com preços em alta, puxados pela demanda. Por outro lad

O mercado internacional de soja se manteve firme na última semana. Tanto o grão quanto o farelo seguiram com preços em alta, puxados pela demanda. Por outro lado, o óleo de soja perdeu valor, acompanhando a queda recente nos preços do petróleo.
A redução no valor do petróleo tornou o biodiesel menos competitivo. Com isso, a demanda por óleo de soja diminuiu, o que fez as cotações caírem.
No mercado doméstico, os preços registraram queda. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a grande oferta e o recuo no dólar influenciaram os valores. Esse contexto torna as exportações da soja brasileira menos competitivas.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a exportação do grão de soja totalizou 14,51 milhões de toneladas em março. O volume é mais que o dobro do registrado em fevereiro, mas ficou 0,96% abaixo do mesmo mês de 2025.
No caso do farelo, as exportações atingiram cerca de 1,92 milhão de toneladas. Esse é um recorde para o mês de março.
Já o cenário para o óleo de soja foi diferente. As quantidades embarcadas no terceiro mês do ano tiveram uma queda de 13,02% em relação a fevereiro. Pesquisadores do Cepea apontam que isso reflete a baixa demanda de países como Índia e Uruguai, além da ausência da China como compradora.
A movimentação do mercado de soja e seus derivados é acompanhada de perto pelos produtores. As cotações internacionais e a taxa de câmbio seguem como fatores decisivos para os preços recebidos no país. A safra recorde brasileira garante grande oferta para o mercado externo, mas as condições globais de demanda definem os rumos dos preços. O farelo, importante subproduto usado na alimentação animal, tem mostrado desempenho sólido nas exportações, contrastando com a situação mais fraca do óleo no período analisado.


