Embrapa debate cadeia do camu-camu em workshop em Roraima
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vist

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O evento acontece no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, e é voltado para agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.
De acordo com a Embrapa, o workshop busca ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação inclui temas como manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com foco na economia circular.
Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, afirma que a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é descrito pela organização como uma espécie silvestre amazônica com potencial econômico e nutricional, conhecida pela alta concentração de vitamina C.
No primeiro dia, a programação começa às 7h30 com o credenciamento. Haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. O evento também terá exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.
À tarde, uma mesa-redonda reúne representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes fazem uma visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanham atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento. A programação tem foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e o setor produtivo.


