El Niño super chega ao Brasil com calor e seca
O fenômeno El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno. A tendência

O fenômeno El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno. A tendência é que comece com intensidade moderada, mas ganhe força com o tempo, podendo evoluir para um cenário de "super El Niño".
Na prática, isso significa ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em várias regiões do país. Esse padrão também pode atrasar o início das chuvas da primavera, especialmente a partir de setembro.
Produtores da região Centro-Oeste devem redobrar a atenção. A expectativa é de atraso na regularização das chuvas, que só devem se firmar entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro. Até lá, o padrão climático deve ser marcado por temperaturas acima da média.
No curto prazo, os próximos cinco dias devem trazer condições favoráveis de chuva para áreas do Matopiba e do Sudeste. No Centro-Oeste, as precipitações tendem a se concentrar mais na porção oeste da região.
Entre quinta, 15, e sexta-feira, 16, a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve reforçar as chuvas nas regiões Sul, Sudeste e também em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os acumulados podem variar entre 40 mm e 50 mm ao longo de cinco dias.
No período entre 19 e 23 de abril, a previsão indica volumes expressivos de chuva para áreas do Piauí, Maranhão e Tocantins, com acumulados que podem ultrapassar os 100 mm.
Em Sorriso (MT), a expectativa é de chuva no próximo fim de semana, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Na virada do mês, os acumulados podem chegar a até 70 mm, o que deve favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra. No entanto, a partir da segunda semana de maio, a tendência é de retorno do tempo seco na região.
O fenômeno climático tem impacto direto na agricultura, influenciando o planejamento das safras. O atraso nas chuvas de primavera é um dos pontos que mais preocupa os produtores, principalmente para culturas de verão. O monitoramento constante das previsões meteorológicas se torna ainda mais importante nestes períodos de eventos climáticos intensos.


