Biodefensivos podem alcançar R$ 7,8 bi no Brasil
O setor de biodefensivos tem registrado avanços no Brasil como uma opção aos insumos químicos. As projeções indicam que o faturamento pode chegar a R$ 7,8 bilhõ

O setor de biodefensivos tem registrado avanços no Brasil como uma opção aos insumos químicos. As projeções indicam que o faturamento pode chegar a R$ 7,8 bilhões em 2026, valor superior aos R$ 6,3 bilhões contabilizados no ano anterior.
Essas estimativas foram apresentadas pelo engenheiro-agrônomo da Cogny, Ivan Zorzzi, durante a Tecnoshow Comigo 2026, em Rio Verde (Goiás). Segundo ele, a expectativa é de que o crescimento se mantenha nos próximos anos.
Conforme dados da IHS Markit, a receita do segmento de biodefensivos pode atingir R$ 16,8 bilhões até 2030.
No evento, a Cogny, que é um ecossistema de insumos biológicos que inclui empresas como Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet, mostrou tecnologias criadas em parceria com a Embrapa. As soluções têm como objetivo o controle de fungos de solo, a proteção contra estresse hídrico e a melhoria na eficiência nutricional das plantas.
A empresa afirmou que o uso de biodefensivos no manejo das lavouras deve se tornar ainda mais comum no país. De acordo com Zorzzi, na safra 2025/26, para cada R$ 100 aplicados no campo, aproximadamente R$ 10 foram para produtos biológicos. A previsão é que essa participação alcance R$ 40 a cada R$ 100 investidos até a safra 2033/34.
Entre as inovações apresentadas estão o Eficaz Control, focado no controle de fungos de solo e com possibilidade de substituir aplicações químicas; o Hydratus, que ajuda na proteção das plantas contra a falta de água; e produtos para solubilização de fósforo, que melhoram a absorção de nutrientes pelas culturas.
Para o vice-presidente comercial e de marketing da Cogny, Jair A. Swarowsky, o progresso dessas ferramentas está diretamente ligado à união entre pesquisa e produção. Ele disse que a junção de ciência e escala industrial permite que o conhecimento seja transformado em produtos práticos para o agricultor.
A crescente adoção de biodefensivos segue uma tendência do agronegócio de buscar maior produtividade com mais eficiência e redução do impacto ambiental, sem que seja necessária a expansão da área cultivada.
O mercado de insumos biológicos no Brasil tem se diversificado rapidamente, com um aumento constante no número de produtos registrados junto às autoridades. Esse movimento é impulsionado tanto pela demanda dos produtores, que buscam alternativas, quanto por políticas públicas que fomentam a agricultura sustentável. A adoção de manejos integrados, que combinam diferentes técnicas, tem sido um caminho para incorporar esses novos insumos à rotina das propriedades rurais.


