Soja oscila no Brasil mas encontra suporte
O mercado brasileiro de soja terminou a semana com um ritmo moderado de negócios, marcado por oscilações durante o dia. Segundo um analista, a sessão teve dois

O mercado brasileiro de soja terminou a semana com um ritmo moderado de negócios, marcado por oscilações durante o dia. Segundo um analista, a sessão teve dois momentos diferentes, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.
Na parte da manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda. Isso pressionou as cotações e reduziu a oferta, principalmente nos portos. O movimento deixou os preços mais fracos no começo do dia, com pouca vontade de venda por parte dos produtores.
Contudo, ao longo da sessão, Chicago mudou de direção, mesmo com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo do local e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria usa os níveis atuais para melhorar suas margens.
No mercado físico do Brasil, as cotações mostraram um comportamento misto, entre estabilidade e ajustes pontuais em algumas praças.
Preços de soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), o preço se manteve em R$ 122,00. Em Santa Rosa (RS), também ficou estável em R$ 123,00. Já em Cascavel (PR), houve queda, saindo de R$ 119,00 para R$ 118,00.
Em Rondonópolis (MT), a cotação se manteve em R$ 108,00. Em Dourados (MS), o preço desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00. Na cidade de Rio Verde (GO), o valor ficou estável em R$ 110,00.
No porto de Paranaguá (PR), foi registrada uma queda, indo de R$ 129,00 para R$ 128,00. Em Rio Grande (RS), o preço se manteve em R$ 128,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros de soja terminaram em leve alta na sexta-feira, dia 17, na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.
Na semana, o contrato com vencimento em maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas deu algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no exterior.
Por outro lado, a forte queda do petróleo, devido a expectativas sobre negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.
O mercado também monitora o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos, mas tende a ajudar no desenvolvimento inicial das lavouras.
Contratos futuros
Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição para julho terminou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.
Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, ficando a US$ 331,80 por tonelada. O óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,18%. A moeda foi cotada a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou uma desvalorização de 0,54%.
A volatilidade observada nos preços internacionais e no câmbio é um fator constante para o mercado de commodities. Esse comportamento gera cautela entre produtores e compradores, que ajustam suas estratégias de negócios a cada movimentação. O cenário de oferta e demanda global, somado às condições climáticas nos principais países produtores, segue ditando o ritmo dos preços a cada sessão de negociação.



