Soja sobe no Brasil impulsionada por Chicago
O mercado brasileiro de soja teve mais negociações nesta quarta-feira (15), com melhora nos preços nos portos. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafa

O mercado brasileiro de soja teve mais negociações nesta quarta-feira (15), com melhora nos preços nos portos.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a alta da Bolsa de Chicago deu apoio ao mercado. Os prêmios ficaram praticamente estáveis e o dólar teve um dia neutro.
Ele afirmou que a semana foi calma nas ofertas, com pequenas mudanças nas cotações, mas que nesta quarta o movimento foi melhor. Com isso, foram registrados negócios ao longo do dia, seguindo a leve recuperação dos preços.
Passo Fundo (RS): o preço subiu de R$ 121,50 para R$ 122,00.
Santa Rosa (RS): o valor foi de R$ 122,50 para R$ 123,00.
Cascavel (PR): as cotações passaram de R$ 117,00 para R$ 118,00.
Rondonópolis (MT): os preços avançaram de R$ 106,50 para R$ 107,00.
Dourados (MS): subiram de R$ 109,50 para R$ 111,00.
Rio Verde (GO): foi de R$ 107,00 para R$ 108,00.
Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 127,00 para R$ 128,00.
Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 127,50 para R$ 128,00.
Os contratos futuros da soja terminaram em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Em um dia mais cauteloso, a atenção ficou no cenário de oferta e demanda, principalmente no começo do plantio nos Estados Unidos.
Segundo a Safras, os ganhos foram influenciados pela previsão de chuva no Meio-Oeste americano, o que poderia atrasar o trabalho no campo. Esse foi o motivo para recuperar parte das perdas das sessões anteriores. Outro ponto de apoio foi o ritmo lento das vendas dos produtores dos Estados Unidos, que esperam por preços melhores.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 9,00 centavos de dólar, ou 0,77%, a US$ 11,67 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,83 1/4 por bushel, com alta de 10,50 centavos de dólar ou 0,89%.
Nos derivados, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 4,70 ou 1,42%, a US$ 334,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,60 centavos de dólar, com ganho de 1,16 centavo ou 1,74%.
O dólar comercial acabou o dia com baixa de 0,01%, sendo vendido a R$ 4,9921 e comprado a R$ 4,9901. Durante o dia, a moeda americana variou entre o mínimo de R$ 4,9849 e o máximo de R$ 4,9999.
O movimento nos portos brasileiros refletiu diretamente a tendência externa. A valorização da saca em diversos estados mostrou que o mercado interno responde mais aos preços internacionais do que à pequena oscilação cambial do dia. Esse comportamento é comum em períodos de maior liquidez nas bolsas de commodities.


