Soja: dólar fraco e demanda China impulsionam cotações
Os contratos da soja registram preços mais altos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago nesta terça-feira, 14. O mercado encontra suporte na de

Os contratos da soja registram preços mais altos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago nesta terça-feira, 14. O mercado encontra suporte na desvalorização do dólar, que atingiu o menor nível desde o início de março.
Esse movimento aumenta a competitividade das commodities norte-americanas no cenário exportador. A expectativa de uma demanda mais firme da China também segue no radar dos investidores.
Em março, as importações chinesas de soja em grão totalizaram 4,02 milhões de toneladas. Esse volume representa uma alta de 14,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No entanto, no acumulado do ano, o volume soma 16,58 milhões de toneladas. Esse número mostra uma queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da alfândega chinesa divulgados pela Reuters.
Os contratos com vencimento em maio operam cotados a US$ 11,65 por bushel. O valor representa uma alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,23%, em relação ao fechamento anterior.
Na segunda-feira, 13, a soja havia fechado em baixa. O mercado respondeu nesta terça ao cenário de ampla oferta global da commodity. As preocupações com o encarecimento dos fertilizantes voltaram a pressionar os preços da oleaginosa.
Com os custos mais caros, por conta da alta do petróleo, o mercado avalia que a transferência de área do milho para a soja pode ser maior do que o esperado. A ampliação do plantio de soja nos Estados Unidos completa um quadro de pressão sobre as cotações.
Esse cenário é marcado também pelas boas safras colhidas no Brasil e na Argentina, que contribuem para a oferta global. Os contratos da soja com entrega em maio fecharam a última sessão com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,14%, a US$ 11,62 1/4 por bushel.
A posição para julho teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel. Esse valor representa uma retração de 13,75 centavos de dólar, ou 1,15%, no período.
O movimento ocorre em meio à sinalização dos Estados Unidos de que mantêm negociações com o Irã. O objetivo é buscar um acordo, apesar do bloqueio aos portos iranianos que afeta o fluxo global de commodities.


