Quedas em Chicago não aquecem negócios de soja
O mercado brasileiro de soja teve um dia com pouca movimentação nesta terça-feira. Os preços foram considerados pouco atrativos e a participação dos agentes fic

O mercado brasileiro de soja teve um dia com pouca movimentação nesta terça-feira. Os preços foram considerados pouco atrativos e a participação dos agentes ficou baixa. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi de fraqueza nas cotações. Não houve estímulo para o produtor avançar nas negociações.
Segundo ele, mesmo com quedas na Bolsa de Chicago, pequenas altas no dólar e prêmios praticamente estáveis, o conjunto de fatores não foi suficiente para impulsionar o mercado. A ausência de interesse por negócios resultou em um dia travado. Os produtores buscaram melhores oportunidades, principalmente nos portos, mas não houve avanço relevante.
O analista também informou que não houve registro de ofertas com volumes expressivos. Os agentes atuaram de forma cautelosa e com baixa exposição. Esse comportamento reforça o momento de espera no mercado, diante de incertezas externas e da falta de estímulos mais claros.
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Preços de soja no Brasil
Os preços da soja em diferentes regiões do país se mantiveram estáveis na maioria dos locais. Em Passo Fundo (RS), a saca se manteve em R$ 124,00. Em Santa Rosa (RS), o valor foi de R$ 125,00. Em Cascavel (PR), a cotação ficou em R$ 120,00.
Na região de Rondonópolis (MT), o preço se manteve em R$ 110,00. Em Dourados (MS), houve uma pequena queda, passando de R$ 112,00 para R$ 111,50. Já em Rio Verde (GO), o valor se sustentou em R$ 109,00.
Nos portos, os preços também se mantiveram. Em Paranaguá (PR) e em Rio Grande (RS), a saca foi cotada a R$ 130,00.
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago. A pressão veio da liquidação de posições e de ajustes de carteiras. O mercado segue observando o conflito no Oriente Médio e aguarda o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai na quinta-feira, dia 9.
A expectativa é de uma leve redução nos estoques de passagem nos Estados Unidos para a safra 2025/26. A projeção cai de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Para os estoques globais, a previsão é de 125,5 milhões de toneladas, valor ligeiramente acima dos 125,3 milhões de toneladas projetados antes.
Para a produção, o mercado espera um pequeno corte na estimativa da safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas. Para a Argentina, a projeção deve subir de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,58 1/4 por bushel, com queda de 0,72%. Os contratos para julho recuaram 0,73%, para US$ 11,74 1/2 por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja caiu 1,51%, para US$ 311,80 por tonelada. O óleo de soja recuou 0,32%, ficando em 69,72 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve uma leve alta de 0,14% nesta terça-feira. A moeda foi cotada a R$ 5,1545 para venda ao fim do dia. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1359 e R$ 5,1729.


