Preços mundiais dos alimentos caem novamente em junho
Os preços mundiais dos alimentos tiveram uma ligeira queda em junho. As reduções nos preços do açúcar, dos cereais e dos laticínios superaram os aumentos nos pr

Os preços mundiais dos alimentos tiveram uma ligeira queda em junho. As reduções nos preços do açúcar, dos cereais e dos laticínios superaram os aumentos nos preços dos óleos vegetais e da carne. A informação foi divulgada na última sexta-feira (3) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities, registrou uma média de 130,3 pontos em junho. Em maio, o índice estava em 130,8 pontos.
Em maio, o índice já havia caído em relação à máxima de três anos registrada em abril. Naquele mês, a guerra no Irã provocou um aumento nos preços dos óleos vegetais. O valor de junho foi 1,70% superior ao do mesmo período do ano anterior. O índice está 18,70% abaixo do pico recorde de março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O índice de preços dos cereais caiu 3,50% em relação a maio. Os preços do trigo foram pressionados pelo avanço da colheita e pelas fortes perspectivas de oferta na região do Mar Negro. O milho recuou devido às perspectivas de oferta abundante na América do Sul e à queda do preço do petróleo bruto.
O índice do arroz da FAO subiu 3,20%, impulsionado pela maior demanda asiática por arroz do tipo indica. Os preços do açúcar caíram 5,70%, pois os preços mais baixos do etanol no Brasil incentivaram as usinas a usar mais cana-de-açúcar na produção de açúcar. As preocupações com o impacto do El Niño na produção da Índia e da Tailândia limitaram a queda.
Os preços dos laticínios caíram 1,50%, pressionados pelo aumento da oferta. O índice de carnes da FAO subiu 0,40% em relação ao mês anterior, registrando um novo recorde, impulsionado pelas aves devido à forte demanda global. Os preços dos óleos vegetais subiram 3,80%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido à demanda por biodiesel.


