Soja dispara em Chicago e preços sobem até R$ 3 no Brasil
O mercado brasileiro de soja registrou forte valorização nesta segunda-feira (6), refletindo o expressivo avanço dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segu

O mercado brasileiro de soja registrou forte valorização nesta segunda-feira (6), refletindo o expressivo avanço dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta superior a 4% na bolsa norte-americana foi o principal fator responsável pelo movimento de alta no mercado físico brasileiro.
De acordo com Silveira, os prêmios tiveram apenas pequenos ajustes, enquanto o dólar recuou levemente. Com isso, os preços da soja no mercado físico responderam com forte elasticidade, refletindo quase integralmente a valorização registrada em Chicago.
O mercado spot apresentou forte valorização, com a soja no porto atingindo R$ 140 por saca para pagamentos de curto prazo. Já os negócios com pagamento alongado mostraram preços ainda mais firmes, com as melhores oportunidades concentradas entre os meses de setembro e outubro.
O analista também destacou que houve registro de negócios durante o dia, com produtores aproveitando o momento de alta para negociar parte da safra nova. Segundo ele, as cotações avançaram cerca de R$ 3 por saca em diversas regiões e, em algumas praças, os preços ficaram acima da paridade de exportação.
Preços de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 134,00. Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00. Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00. Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,50 para R$ 120,00. Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00. Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 122,00. Paranaguá (PR): subiu de R$ 137,00 para R$ 139,00. Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 140,00.
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia com forte alta. O mercado foi impulsionado pela previsão de clima quente e seco nos Estados Unidos e pela perspectiva de um retorno mais agressivo da demanda chinesa por grãos norte-americanos.
Segundo as projeções mais recentes do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), temperaturas elevadas devem atingir grande parte do cinturão produtor, enquanto as precipitações permanecerão abaixo da média nas principais regiões agrícolas do centro do país.
O Centro de Previsão Climática (Climate Prediction Center) do NWS informou que o cenário de chuvas abaixo do normal deve se estender do oeste de Dakota do Norte até o centro do Tennessee, abrangendo praticamente todo o cinturão produtor, com exceção de parte de Indiana e Ohio. A previsão é de que essas condições persistam ao longo da próxima semana.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, o contrato da soja para julho de 2026 fechou cotado a US$ 11,84 por bushel, alta de 47,75 centavos de dólar ou 4,20%. A posição novembro de 2026 encerrou a US$ 11,92 1/4 por bushel, avanço de 44,50 centavos ou 3,87%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto de 2026 subiu US$ 7,40 por tonelada, encerrando a US$ 312,90, alta de 2,42%. Já o óleo de soja para agosto fechou a 67,76 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,99 centavo ou 1,48%.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,69%, cotado a R$ 5,1324 para venda e R$ 5,1304 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,1279 e a máxima de R$ 5,1829.


