Dendê: Pará lidera 99% da produção em alta
Um estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) mostra que a produção de dendê no Brasil teve um crescimento acelerado nas últimas déca

Um estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) mostra que a produção de dendê no Brasil teve um crescimento acelerado nas últimas décadas. O estado do Pará é o principal responsável por esse avanço e hoje concentra quase toda a produção nacional.
De acordo com a Nota Técnica “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026”, com dados do IBGE, a produção brasileira saltou de 242,8 mil toneladas em 1988 para 3,2 milhões de toneladas em 2024. O crescimento foi de mais de 13 vezes no período. O ritmo aumentou a partir dos anos 2000 e se intensificou depois de 2018.
Desempenho
Entre 2023 e 2024, a produção brasileira de dendê cresceu 11,2%, passando de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas. O Pará ampliou sua produção de 2,8 milhões para 3,1 milhões de toneladas, uma alta de 10,4%. O estado manteve uma participação de cerca de 97,1% do total nacional. O valor da produção paraense representou aproximadamente 98% do valor nacional em 2024.
Demais estados
Outros estados, como Roraima e Bahia, também apresentam crescimento, mas ainda com participação pequena. Juntos, somam menos de 3% da produção brasileira. A concentração também é vista nos municípios. Apenas dez municípios paraenses respondem por cerca de 90% do volume produzido no país. Tailândia lidera com quase um terço da produção nacional, seguida por Tomé-Açu e Moju.
Emprego e renda
A cadeia do dendê tem forte impacto no emprego. O Pará concentra cerca de 92% dos empregos diretos e indiretos do setor no Brasil. O professor Márcio Ponte, responsável pelo estudo, afirma que a geração de empregos é proporcional à produção, com o estado sendo a locomotiva do país nesse segmento.
Preservação ambiental
No campo ambiental, a dendeicultura no Pará tem sido associada à recuperação de áreas degradadas. A área reflorestada com dendê no estado ultrapassa 200 mil hectares. A capacidade de sequestro de carbono atingiu mais de 13 milhões de toneladas de CO₂ em 2024. O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, destaca que os biocombustíveis são importantes para a redução da pegada de carbono da indústria e que o óleo de palma se presta bem a essa condição, sendo positivo ver o crescimento do Pará nos últimos anos.






