Alta no boi gordo impulsionada pela China
O mercado físico do boi gordo registrou alta nos preços na sexta-feira, dia 10. O cenário foi marcado por uma forte demanda, mais do que por uma restrição na of

O mercado físico do boi gordo registrou alta nos preços na sexta-feira, dia 10. O cenário foi marcado por uma forte demanda, mais do que por uma restrição na oferta. O movimento foi sustentado principalmente pela atuação dos frigoríficos que exportam. Essas empresas seguem operando com baixa ociosidade para atender a demanda da China. Ainda há disponibilidade da cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas definida no fim do ano passado.
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o mercado pode enfrentar forte volatilidade quando essa cota se esgotar. Haveria possíveis picos de preço em momentos de exportação aquecida e quedas mais intensas na ausência da demanda chinesa.
No cenário interno, os preços do boi gordo ficaram da seguinte forma. Em São Paulo (SP), a arroba foi cotada a R$ 370,42 para pagamento à prazo. No estado de Goiás (GO), o valor chegou a R$ 358,75 por arroba. Em Minas Gerais (MG), a cotação foi de R$ 353,24.
No Mato Grosso do Sul (MS), o preço da arroba do boi gordo ficou em R$ 361,25. Já no Mato Grosso (MT), o valor registrado foi de R$ 365,41 por arroba. A alta foi observada em várias praças pecuárias do país.
Atacado
O mercado atacadista da carne bovina também apresentou alta nos preços nesta sexta-feira. Há expectativa de novos reajustes no curto prazo. O movimento é influenciado pela entrada dos salários na economia, o que melhora a reposição entre atacado e varejo.
Por outro lado, o avanço mais forte das cotações ainda encontra limitação na concorrência com outras proteínas. Isso ocorre mesmo com a recuperação recente observada no preço da carne de frango. No atacado, os cortes foram cotados assim: o quarto traseiro a R$ 27,50 o quilo; o quarto dianteiro a R$ 22,00 o quilo; e a ponta de agulha a R$ 20,10 o quilo, com alta de dez centavos.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,03%. A moeda foi cotada a R$ 5,0105 para venda e a R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre um mínimo de R$ 5,0055 e um máximo de R$ 5,0665. Com isso, acumulou uma desvalorização semanal de 2,86% frente ao real.
A conjuntura do câmbio é acompanhada de perto pelo setor de carnes, pois influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras. Uma moeda norte-americana mais fraca pode reduzir os ganhos em reais dos exportadores, mas também pode refletir um cenário macroeconômico diferente. Os agentes do mercado ficam atentos a esses movimentos para seus planejamentos de curto e médio prazo.






