Mercado da soja trava e cotações congelam
O mercado brasileiro de soja começou a semana em ritmo lento, com pouca movimentação tanto nos portos quanto no interior do país. Segundo o analista da Safras &

O mercado brasileiro de soja começou a semana em ritmo lento, com pouca movimentação tanto nos portos quanto no interior do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado pela ausência de novidades e pelo baixo volume de negócios.
De acordo com o especialista, os formadores de preço se mantiveram mais afastados, o que limitou oscilações nas cotações ao longo do dia. Além disso, a postura do produtor, ainda resistente a negociar nos níveis atuais, contribui para a baixa liquidez observada no mercado.
Preços no Brasil
Os preços se mantiveram estáveis em várias praças. Em Passo Fundo (RS) a saca foi mantida em R$ 124,00. Em Santa Rosa (RS) o valor seguiu em R$ 125,00. Em Cascavel (PR) a cotação permaneceu em R$ 120,00.
Na região Centro-Oeste, em Rondonópolis (MT) o preço foi mantido em R$ 110,00. Em Dourados (MS) a saca continuou valendo R$ 112,00. Em Rio Verde (GO) a cotação se sustentou em R$ 109,00.
Nos portos, a situação também foi de estabilidade. Em Paranaguá (PR) o preço foi mantido em R$ 130,00. Em Rio Grande (RS) a saca também seguiu cotada a R$ 130,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira, 6 de maio, em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O movimento foi impulsionado por correções técnicas, pela expectativa de retomada da demanda pelo produto norte-americano, pela queda do dólar e também pelas tensões envolvendo o Irã.
O mercado também voltou suas atenções para a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, prevista para maio. A expectativa é de avanço em acordos comerciais entre os dois países, com potencial impacto positivo para a soja. A desvalorização do dólar ao longo do dia também contribuiu para aumentar a competitividade do produto no mercado internacional.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 779.352 toneladas na semana encerrada em 2 de abril, acima das 694.076 toneladas registradas na semana anterior.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, o contrato com entrega em maio avançou 3,25 centavos de dólar, ou 0,27%, fechando a US$ 11,66 3/4 por bushel. A posição julho também subiu 3,25 centavos de dólar, ou 0,27%, cotada a US$ 11,83 1/4 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para maio teve alta de US$ 1,40, ou 0,44%, encerrando a US$ 316,60 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em maio, subiu 1,01 centavo de dólar, ou 1,46%, para 69,95 centavos de dólar.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em leve queda de 0,27%, cotado a R$ 5,1469 para venda e R$ 5,1449 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1395 e a máxima de R$ 5,1595.
O cenário de cautela no mercado físico brasileiro contrasta com o movimento positivo nos preços futuros internacionais. Enquanto os produtores domésticos seguem retraídos, aguardando melhores condições para vender seu estoque, os contratos em Chicago reagiram a fatores externos, como a expectativa comercial e o câmbio. Esta divergência é comum em períodos de incerteza sobre a demanda global e os fluxos de comércio. A estabilidade dos preços no interior do país reflete esse impasse entre a oferta disponível e a disposição de venda dos agricultores.






