Biodiversidade é chave para agricultura sustentável, diz estudo
Uma roda de conversa realizada nesta terça-feira (20) na Embrapa Meio Ambiente marcou as discussões sobre o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado mundi

Uma roda de conversa realizada nesta terça-feira (20) na Embrapa Meio Ambiente marcou as discussões sobre o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado mundialmente nesta sexta-feira (22). Pesquisadores e convidados abordaram a relação entre conservação ambiental, segurança alimentar e produção agrícola. O ponto central do encontro foi que serviços ecossistêmicos, como água limpa, polinização e solo fértil, dependem do equilíbrio da biodiversidade.
Na abertura, a pesquisadora Rachel Bardy afirmou que o Brasil reúne entre 15% e 20% de todas as espécies vivas do planeta. Segundo ela, o país lidera o ranking mundial de biodiversidade e abriga cerca de 124 mil espécies animais catalogadas, com destaque para mamíferos, peixes de água doce e anfíbios. Rachel ressaltou que o tema tem efeito direto sobre a produção de alimentos. “Sem biodiversidade em equilíbrio não há serviços ecossistêmicos essenciais, como água limpa, polinização das culturas e solo fértil. E, sem esses serviços, não existe agricultura”, afirmou.
A pesquisadora Katia Braga relacionou a diversidade de abelhas à qualidade ambiental e à alimentação humana. Ela destacou que o Brasil tem mais de 1.700 espécies nativas de abelhas, grupo considerado central para a polinização de florestas e de culturas agrícolas. Segundo Katia, essa interação entre insetos e plantas sustenta parte importante da produção de alimentos e da vegetação nativa.
Representando o Instituto Kairós, Guilherme Vale Verde apresentou o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Ele informou que o Brasil possui cerca de 5 mil espécies com potencial alimentício e afirmou que muitas apresentam maior resistência a pragas e melhor adaptação a seca, calor, frio e doenças. De acordo com o pesquisador, essas plantas podem ampliar a diversificação produtiva nas propriedades, abrir nichos de mercado e agregar valor à produção.
No encerramento, Ladislau Skorupa apresentou espécies arbóreas existentes na unidade e mostrou a implantação de QR Codes em árvores do parque, com informações botânicas e de uso. A programação também inclui um novo debate sobre o tema nesta sexta-feira (22), promovido pela Embrapa. O material divulgado não informa detalhes adicionais sobre horário e formato do evento.
As discussões reforçam que biodiversidade, polinizadores e conservação vegetal não são temas dissociados da produção rural. Com base nas informações apresentadas no encontro, a manutenção desses recursos está ligada à estabilidade dos sistemas produtivos, à oferta de alimentos e à diversificação de espécies com potencial agronômico e econômico.


