Brasil e Noruega: soja e carne unem rivais dos gramados
Brasil e Noruega podem ser adversários em campo na Copa do Mundo de 2026, mas no agronegócio mantêm uma relação comercial complementar. Em 2025, Mato Grosso exp

Brasil e Noruega podem ser adversários em campo na Copa do Mundo de 2026, mas no agronegócio mantêm uma relação comercial complementar. Em 2025, Mato Grosso exportou principalmente soja para o mercado norueguês e importou fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a corrente comercial entre Mato Grosso e Noruega movimentou US$ 49,25 milhões no ano passado. As exportações do estado somaram US$ 45,26 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 3,99 milhões, garantindo um superávit de US$ 41,27 milhões.
A soja liderou as vendas ao país europeu, com o embarque de 105,8 mil toneladas, que renderam US$ 44,6 milhões. A carne bovina também integrou a pauta exportadora, com 42 toneladas comercializadas e receita de US$ 670 mil.
No sentido inverso, Mato Grosso importou 10,4 mil toneladas de fertilizantes da Noruega, em operações avaliadas em aproximadamente US$ 4 milhões. Segundo o Imea, esse fluxo evidencia a integração das cadeias globais do agronegócio, em que o estado exporta alimentos e, ao mesmo tempo, depende da importação de insumos estratégicos para manter a produtividade.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, destaca que o comércio internacional do agro vai além da venda de commodities e envolve também a aquisição de produtos fundamentais para garantir competitividade no campo. Para ele, a diversificação de parceiros fortalece Mato Grosso e amplia sua inserção no mercado global.
Além das trocas comerciais, a Noruega representa um mercado que exige padrões elevados de sustentabilidade, rastreabilidade e transparência na produção agropecuária. Na avaliação do instituto, investir em tecnologia, eficiência produtiva e boas práticas será cada vez mais importante para ampliar a presença do estado em mercados internacionais de maior valor agregado.
As informações são da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).







