Soja oscila e mercado segue travado no Brasil
O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (21), com preços mistos e baixa liquidez nas negociações. De acordo c

O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (21), com preços mistos e baixa liquidez nas negociações. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, compradores e vendedores atuaram de forma limitada, sem a comercialização de grandes volumes.
As negociações no mercado interno ocorreram de forma pontual, enquanto nos portos o fluxo também foi moderado. A liquidez está concentrada nos embarques programados para junho, já que a janela de negócios para maio praticamente se encerrou.
No cenário externo, a Bolsa de Chicago operou próxima da estabilidade, com leve queda nos contratos futuros da soja. O dólar e os prêmios de exportação oscilaram pouco ao longo do dia, o que contribuiu para um comportamento lateralizado do mercado brasileiro.
Além do bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça a expectativa de uma safra cheia, os investidores acompanham as discussões sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã e a expectativa por detalhes do acordo comercial entre americanos e chineses para a compra de produtos agrícolas.
Preços de soja no Brasil
Em Passo Fundo (RS), o preço desceu de R$ 124,00 para R$ 123,50. Em Santa Rosa (RS), a saca desceu de R$ 125,00 para R$ 124,50. Cascavel (PR) manteve o valor em R$ 119,00. Rondonópolis (MT) subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00. Dourados (MS) subiu de R$ 113,00 para R$ 113,50. Rio Verde (GO) manteve em R$ 112,00. Paranaguá (PR) manteve em R$ 130,00. Rio Grande (RS) desceu de R$ 130,00 para R$ 129,50.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. Às vésperas do final de semana prolongado, os participantes optaram por posicionar suas carteiras.
Além do clima, dois pontos motivam incertezas. O primeiro é a questão de um possível acordo para o fim do conflito no Oriente Médio, entre Estados Unidos e Irã. Perto do fechamento da sessão, a informação era de que os dois países haviam chegado a um acordo preliminar, o que fez o petróleo mudar de direção e recuar. O mercado aguarda ainda dados detalhados sobre o acordo entre os governos norte-americano e chinês para a compra de produtos agrícolas.
Contratos futuros de soja
Os contratos com entrega em julho fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 0,45%, a US$ 11,94 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,93 1/2 por bushel, com retração de 5,75 centavos de dólar ou 0,47%.
Subprodutos
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,75% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,87 centavos de dólar, com perda de 0,79 centavo ou 1,05%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,04%, negociado a R$ 5,0006 para venda e a R$ 4,9986 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 4,9827 e a máxima de R$ 5,0192.


