Soja encerra abril com preços em baixa
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo lento de negócios, com poucas ofertas, compradores e vendedores retraídos e preços variando entre estab

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo lento de negócios, com poucas ofertas, compradores e vendedores retraídos e preços variando entre estabilidade e leve queda. A pressão veio do recuo do dólar e da perda de sustentação nos portos.
Segundo análise de mercado, o movimento foi de baixa liquidez, com agentes voltados para negociações futuras a partir de junho. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos oscilaram e fecharam mistos, sem força para impulsionar os preços no Brasil.
O câmbio teve papel decisivo. O dólar caiu abaixo de R$ 5,00, reduzindo a competitividade da soja brasileira. Os prêmios ficaram estáveis, mantendo o mercado travado.
Preços de soja
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 121,00 para R$ 120,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
Dourados (MS): manteve em R$ 112,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 111,00
Paranaguá (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No mês, a posição julho acumulou alta de 0,8%. Na última sessão do mês, os participantes optaram por ajustar posições por movimentos técnicos.
Após atingir de madrugada o maior patamar em quatro anos, o petróleo recuou e colocou pressão sobre as cotações da oleaginosa. Além disso, previsões apontam melhora nas condições climáticas nos Estados Unidos, favorecendo a evolução do plantio nos estados produtores.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 258.100 toneladas na semana encerrada em 23 de abril. Para a temporada 2026/27, foram mais 3.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 600 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,95 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,89 1/4 por bushel, com retração de 0,50 centavo de dólar ou 0,02%. As demais posições fecharam em leve alta.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 4,90 ou 1,51% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,54 centavos de dólar, com ganho de 0,42 centavo ou 0,56%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,97%, sendo negociado a R$ 4,9525 para venda e a R$ 4,9505 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9510 e a máxima de R$ 4,9997. Na semana, a moeda recuou 0,92%. No mês, a desvalorização foi de 4,4%.
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