Brasil expande DDGS e farinha avícola para China
O Brasil ampliou sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao paí

O Brasil ampliou sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país. As informações foram divulgadas na segunda-feira, 6 de janeiro, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
Os embarques ajudam a diversificar os produtos que o Brasil exporta para a China, que é o principal destino do agronegócio brasileiro. Eles também criam mais oportunidades para a indústria de coprodutos.
DDGS ganha espaço no mercado chinês
O DDGS é um coproduto da produção de etanol de milho. A exportação para a China foi possível após um pedido da Unem. As negociações sanitárias entre os dois países terminaram e o acesso ao mercado foi autorizado em maio de 2024.
Em novembro de 2024, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram autorizados a exportar o produto. O primeiro navio, com 62 mil toneladas de DDGS, chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou.
Farinha de aves amplia oportunidades
O envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves ocorreu após a abertura do mercado chinês, que aconteceu em abril de 2023. A solicitação partiu da Abra.
Esta operação aumenta o potencial de exportação para a indústria nacional, com foco no uso de subprodutos da cadeia de produção de aves.
Diversificação e importância da China
Segundo o ministério, essas ações mostram o trabalho em conjunto entre governo e setor produtivo para abrir novos mercados e aumentar a variedade de produtos exportados.
A China, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, continua sendo o principal destino das exportações do agro brasileiro. Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil. Esse valor corresponde a 32,7% do total exportado pelo setor.
A ampliação da pauta de exportação para a China inclui outros produtos além dos tradicionais. O Brasil também exporta quantidades significativas de celulose, madeira e café para o mercado chinês. Esse movimento de diversificação é visto como uma forma de reduzir a dependência de um número pequeno de commodities e agregar mais valor às exportações brasileiras.
As negociações para abertura de novos mercados costumam levar tempo e envolvem avaliações técnicas detalhadas. O processo inclui a inspeção de fábricas e a análise de protocolos sanitários para garantir a segurança dos produtos que serão comercializados entre os países.


